Ibovespa sobe 0,48% e marca 5ª alta seguida
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 27 de dezembro de 2017
Agência Estado 
A bolsa brasileira subiu nesta quarta-feira (27) pelo quinto dia consecutivo, em meio a um ambiente de agenda esvaziada e liquidez bastante reduzida. O Índice Bovespa terminou o dia com ganho de 0,48%, aos 76.072,53 pontos, passando a contabilizar valorização de 5,70% em dezembro Os negócios somaram R$ 5,17 bilhões.
A escassez de notícias no cenário político tem sido um fator positivo nos últimos dias, segundo Carlos Soares, analista da Magliano Corretora. Isso porque, com a reforma da Previdência fora do radar, os investidores voltaram as atenções ao noticiário conjuntural e corporativo, que segue majoritariamente positivo.
O maior exemplo de gatilho deste final de ano está no desempenho do comércio no Natal, apontam os profissionais do mercado. As vendas do período tiveram o maior crescimento desde 2010, segundo a Serasa Experian, que apurou alta de 5,6% na comparação com igual período de 2016. Alshop e SPC Brasil registraram avanço de 6% e 4,72% no movimento do comércio este ano.
Com isso, as ações de empresas de consumo e varejo foram destaque mais uma vez no pregão desta quarta. Lojas Americanas ON subiu 4,08%, a maior alta do Ibovespa. Em seguida vieram Natura ON (+4,00%), Localiza ON (+3,48%), JBS ON (+2,74%) e Lojas Renner (+2,54%). Entre as blue chips, contribuíram também para a alta do Ibovespa os papéis da Petrobras, que avançaram 0,36% e 0,50%. Vale ON ficou perto da estabilidade (+0,03%). Entre os bancos, o destaque foi Banco do Brasil ON, com ganho de 1,23%. Já Itaú Unibanco PN recuou 0,54%.
Moeda americana fecha com liquidez baixa
O dólar terminou a sessão desta quarta próximo à estabilidade. Segundo profissionais do mercado, a expectativa de um eventual rebaixamento da nota de crédito do País pela S&P segue no radar, o que mantém a divisa acima dos R$ 3,30. O dólar à vista fechou em baixa de 0,07%, a R$ 3,3124. O giro foi de US$ 1,2 bilhão. Na mínima, chegou a R$ 3,2939 (-0,63%) e, na máxima, R$ 3,3174 (+0,08%).
"A tendência para o final do mês é de acomodação do dólar nesses patamares, enquanto se aguarda a S&P. Um possível rebaixamento do País traz como contrapartida a expectativa pelo julgamento de Lula em janeiro e dados positivos da economia, com o segundo mês seguido de superávit primário e melhora substantiva nas vendas de Natal", escrevem analistas da Lerosa Investimentos, em relatório.
Dia de oscilações nas taxas dos contratos de DI
A liquidez fraca foi a tônica da sessão no mercado de juros futuros no penúltimo dia de negócios de 2017. As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) oscilaram perto dos ajustes da terça-feira (26) ao longo de todo o dia, com tendência majoritária de baixa. Na sessão estendida, chegaram a renovar máximas e fecharam perto da estabilidade. A maior influência para as taxas veio do mercado cambial.
Na avaliação de profissionais do segmento de renda fixa, o indicador mais importante da agenda do dia - o resultado do Caged em novembro - não chegou a ser um vetor capaz de conduzir os preços. O saldo líquido de destruição de vagas no mês passado surpreendeu, mas foi relativizado por operadores e analistas ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado.
O sócio e gestor de renda fixa da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, argumentou que é prematuro dizer se a surpresa negativa sinaliza uma recuperação pior que o esperado para a economia. "Caged veio ruim, mas fiscal veio bom. O Natal foi muito bom, mas a perspectiva para as contas públicas é ruim e ainda há incerteza com a reforma da Previdência", disse o sócio da Leme.
A gestora de renda fixa da Mongeral Aegon Investimentos, Patrícia Pereira, concorda ao afirmar que a falta de liquidez nesta quarta foi fator mais decisivo para os preços no mercado de DIs do que a surpresa com Caged. "E amanhã teremos IGP-M, que também deve ser um não evento. A expectativa é que o dado relativo a dezembro venha alto, mas negativo no acumulado do ano", diz Patrícia. "IGP-M negativo no ano é uma notícia que vai se sobressair", afirmou e gestora. Segundo levantamento do Projeções Broadcast, o IGP-M de dezembro deve fechar com alta entre 0,72% e 1,05%, mas encerrar 2017 com deflação entre 0,69% e 0,36%.
Nesse contexto de falta de "drivers", o DI para janeiro de 2019 encerrou a sessão estendida a 6,89% ante 6,87% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2020 fechou a 8,11% ante 8,12% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2021 terminou a 9,10% ante 9,12% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2023 encerrou a 10,05% ante 10,06% no ajuste de ontem.


