Ibovespa sobe 0,24% em dia de liquidez reduzida
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sexta-feira, 23 de novembro de 2018
Agência Estado 
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Banco do Brasil
desce
Petróleo
Ibovespa sobe 0,24% em
dia de liquidez reduzida
Feriado americano
afetou negócios na B3
O feriado do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos manteve o mercado americano fechado nesta quinta-feira (22), e reduziu à metade o volume de negócios na B3. Sem a referência das bolsas de Nova York, o Índice Bovespa oscilou em terreno positivo por praticamente todo o pregão, mas sem fôlego para uma alta mais consistente. Ao final da sessão, o índice marcou 87.477,44 pontos, com ganho de 0,24%. Apesar do feriado americano, alguns fatores negativos vindos do exterior pesaram sobre os ativos por aqui, sobretudo no que diz respeito a commodities. Houve queda superior a 2% nos preços do minério de ferro no mercado chinês e depreciação acima de 1% dos preços futuros do petróleo.
Atenção em torno dos
nomes do novo governo
Na Europa, preocupações com o Brexit e com a crise fiscal da Itália continuaram a influenciar os negócios e as bolsas locais operaram no vermelho. No cenário doméstico, as atenções continuaram em torno dos nomes que vão compor o novo governo. Uma fonte da área econômica do governo de transição confirmou que o ex-diretor do BNDES e ex-presidente do Sebrae Rubem de Freitas Novaes será o novo presidente do Banco do Brasil e o economista Pedro Guimarães será o presidente da Caixa. As ações do Banco do Brasil terminaram o dia com ganho de 1,83%, destoando dos demais papéis do bloco financeiro, onde o viés predominante foi de leves baixas.
Dólar tem alta moderada
e fecha em R$ 3,8089
O câmbio operou em baixa liquidez e com alta moderada do dólar frente ao real, fechando nesta quinta-feira cotado em R$ 3,8089, alta de 0,31%. Às 17h30, o índice DXY apontava queda de 0,25%. Ante emergentes, o movimento de cautela e a queda no barril de petróleo levaram o dólar a ter comportamento misto, mas moderado. A exceção foi a África do Sul, onde a moeda americana caía mais de 1% após decisão do banco central local de aumentar a taxa de juros de 6% para 6,75%. Segundo operadores, o câmbio no Brasil acompanha de forma espelhada - reagindo de maneira contrária - ao movimento do petróleo, que caía próximo de 1,50% nos contratos para janeiro negociados na ICE e na Nymex.
Juros longos zeram
recuo fecham estáveis
O mercado de juros esteve um pouco mais cauteloso na etapa vespertina dos negócios, com as taxas curtas tendo invertido a trajetória de queda vista pela manhã para alta moderada. Os juros longos zeraram o recuo para terminarem estáveis. Mesmo sem a referência dos mercados norte-americanos, que não funcionaram em razão do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos, a liquidez foi boa, com destaque para o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2020, que girou quase 350 mil. A taxa deste DI fechou em 6,960%, de 6,902% na quarta-feira no ajuste, e a do DI para janeiro de 2021 ficou em 7,90%, mesmo patamar do ajuste de quarta. A taxa do DI para janeiro de 2023 terminou em 9,09%, de 9,113%, e a do DI para janeiro de 2025 ficou estável em 9,63%.


