Ibovespa segue volatilidade de NY e fecha em baixa; dólar sobe
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quinta-feira, 11 de outubro de 2018
Agência Estado 
Sensíveis ao risco político, estatais têm dia de perda
A volatilidade das bolsas de Nova York e dos preços do petróleo teve efeitos diretos sobre o mercado brasileiro de ações e o Índice Bovespa teve nesta quinta-feira (11), sua segunda queda consecutiva, fechando aos 82.921,08 pontos (-0,91%). Na análise por ações, foram destaque os papéis da Petrobras, que terminaram o dia com perdas de 1,85% (ON) e 2,92% (PN). A queda esteve bastante relacionada aos preços do petróleo, que tiveram fortes perdas e voltaram ao menor valor em quase três semanas. Ainda entre os papéis sensíveis ao risco político estiveram Eletrobras ON (-4,78%) e PNB (-2,28%), estendendo as perdas da véspera. No setor financeiro, apenas Bradesco ON (+0,58%) escapou das perdas, enquanto Itaú Unibanco PN caiu 1,19%.
Dólar fecha em alta, mas acumula queda de 2,07%
O dólar fechou a primeira semana após as eleições acumulando queda de 2,07%, a segunda semana consecutiva de desvalorização. A moeda começou a segunda-feira em forte queda, com os investidores animados pelos resultados do primeiro turno, e terminou a sessão desta quinta-feira, em tom de cautela, por conta do feriado prolongado, o aumento da aversão ao risco no exterior e o cenário eleitoral no foco. O dólar à vista fechou em alta de 0,35%, a R$ 3,7763. O câmbio começou o dia com o dólar em queda, repercutindo a pesquisa do Datafolha mostrando Jair Bolsonaro (PSL) 16 pontos porcentuais à frente de Fernando Haddad (PT). Mas o quadro externo menos favorável, com o investidor fugindo do risco, alimentou uma queda da bolsa e a compra de dólar por estrangeiros.
Moeda americana resiste a cair abaixo de R$ 3,70
O dólar tem resistido a cair abaixo do patamar de R$ 3,70. Para o gestor da Rosenberg Asset, Eric Hatisuka, como uma possível vitória de Bolsonaro já está em boa parte embutida nos preços, os investidores estão agora monitorando mais de perto as declarações do presidenciável sobre como pode ser seu governo. Ele ressalta que causou e ainda causa ruído a declaração do presidenciável de que a Eletrobras não deve ser privatizada. Já se esperava que o capitão reformado não fosse vender a Petrobras e o Banco do Brasil, mas não a empresa de energia elétrica, que já estava no programa de venda do governo de Michel Temer. A estrategista da gestora BlackRock, Isabelle Mateos y Lago, ressalta em relatório nesta quinta-feira que, com a possível vitória de Bolsonaro no segundo turno já sendo precificada, a expectativa é pela continuidade da agenda de reformas.
Taxas de longo prazo renovam máximas
Os juros futuros de longo prazo fecharam em alta nesta quinta-feira, renovando máximas na última meia hora de negócios. As taxas de curto e médio prazo desaceleraram o ritmo, mas ainda fecharam em queda. Enquanto isso, no exterior, as bolsas em Wall Street também bateram mínimas. O petróleo fechou com recuo forte, de mais de 3%. Mais perto das 16h30, os ativos arrefeceram a tensão, após a notícia de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, concordaram em se encontrar no próximo mês na cúpula do G-20, em Buenos Aires. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 encerrou a 7,66%, de 7,714% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2021 caiu de 8,764% para 8,73%. O DI para janeiro de 2023 encerrou com taxa de 10,13%, de 10,064% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2025 subiu de 10,673% para 10,77%.


