Ibovespa segue tom positivo do cenário externo
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 13 de dezembro de 2018
Agência Estado 
Ibovespa sobe
Dólar desce
Índice Bovespa sobe 0,65% com alívio do mercado
Novos indicativos de entendimento entre Estados Unidos e China trouxeram maior alívio aos mercados de ações em todo o mundo e conduziram o Índice Bovespa a uma alta de 0,65%, aos 86.977,46 pontos. O apetite do investidor por ativos de risco se apoiou em boa medida na declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, de que poderia intervir no caso da prisão da executiva da empresa chinesa Huawei, se isso ajudar a garantir a trégua comercial de 90 dias acertada com a China ao final da reunião do G20. Trump disse ainda que não elevará tarifas sobre importações chinesas até que tenha certeza de um acordo.
Notícia do TCU tira fôlego das ações da Petrobras
Entre os destaques da tarde esteve a notícia de que o Tribunal de Contas da União (TCU) cobrou mais documentos para fazer uma "análise integrada" dos parâmetros da revisão do contrato e da modelagem econômica do leilão dos excedentes. A notícia tirou o fôlego das ações da Petrobras, que foram também penalizadas pela virada do petróleo para o terreno negativo nos mercados futuros de Londres e Nova York. Ao final dos negócios, Petrobras ON e PN terminaram com altas de 0,34% e 0,04%, respectivamente. Vale ON abandonou o terreno positivo para fechar com baixa de 0,45%. Por outro lado, os papéis do setor financeiro mantiveram ganhos moderados e garantiram o viés positivo do Ibovespa.
Dólar cai 1,42% com ambiente externo mais favorável
O dólar caiu forte, amparado pelo ambiente externo mais favorável, e terminou o dia com queda de 1,42%, em R$ 3,8582. O Brasil foi o mercado onde o dólar mais caiu, considerando uma cesta de 24 moedas. A expectativa dos investidores internacionais das conversas entre a China e os Estados Unidos para resolver a tensão comercial vão avançar aumentou o apetite por risco por papéis de emergentes e fez o dólar cair ante as moedas destas economias. Com isso, o Credit Default Swap (CDS), derivativo que protege contra calotes na dívida soberana, do Brasil voltou a operar abaixo de 200 pontos pela primeira vez desde o fechamento de 7 de novembro, ajudando a reduzir a pressão no câmbio.
Taxas de juros fecham em viés de baixa na ponta curta
Os juros futuros terminaram a sessão regular em queda firme nos prazos intermediários e longos, enquanto a ponta curta fechou com viés de baixa, com os investidores no aguardo do comunicado da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) à noite. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 6,402%, de 6,404% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2020 passou de 6,741% para 6,720%. A taxa do DI para janeiro de 2021 terminou na mínima de 7,75%, de 7,813% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2023 caiu de 9,213% para 9,08%. O DI para janeiro de 2025 fechou com taxa de 9,68%, de 9,832%.


