Subiu
Petrobras

Desceu
Dólar

Cenário doméstico fortalece
commodities e financeiras
Depois de dois dias seguidos de perdas, o mercado acionário brasileiro engrenou um forte movimento comprador e levou o Índice Bovespa a uma alta de 2,74%, aos 87.891,18 pontos, nesta terça-feira (27). Um conjunto de fatores essencialmente domésticos foi apontado para justificar a alta do índice, que subiu na contramão das quedas do petróleo e do fraco desempenho das bolsas de Nova York. Os negócios somaram R$ 14,5 bilhões, dentro da média do mês. O principal destaque foi a sinalização de acordo que viabilize a votação no Senado do projeto que revê as regras da cessão onerosa dos excedentes da Petrobras, que geraria caixa ao governo com o leilão do pré-sal em 2019.

Noticiário sobre cessão
onerosa turbina Petrobras
As principais blue chips seguiram em sentidos diferentes. O sinal de alta não demorou a se firmar principalmente pelas ações do bloco financeiro e da Petrobras. De outro lado, papéis de empresas exportadoras, como as de papel e celulose, mantiveram-se em queda, pela depreciação do dólar ante o real. Na análise por ações, destaque para Petrobras ON e PN, que subiram 3,39% e 5,28%, além de Eletrobras ON e PNB, que ganharam 4,37% e 4,71%. Entre os papéis financeiros, B3 ON subiu 6,33%. Itaú Unibanco avançou 3,38% e Banco do Brasil ON 2,36%. Com a alta de terça, o Ibovespa reverteu a queda acumulada em novembro e passou a registrar ganho acumulado de 0,53%.

Dólar recua com leilão
e ajuste depois de alta
Com a atuação do Banco Central, que ofertou US$ 2 bilhões em leilão de linha,o dólar recuou durante a maior parte do dia e fechou cotado a R$ 3,8729, em queda de 1,24%. Operadores atribuem o movimento a uma correção, após a alta tida como "exagerada" de segunda-feira. Já próximo do fechamento, contribuíram para a queda ainda uma perspectiva de acordo para votação da cessão onerosa e em relação ao andamento da agenda de privatizações do novo governo. O dólar, que na máxima do dia chegou aos R$ 3,9250, passou o dia em queda e renovou mínimas próximo ao fechamento. Na mínima, já próximo do fechamento, o dólar atingiu R$ 3,8709.

Taxas de juros oscilam
para alta moderada
Após oscilar entre a estabilidade e alta moderada, os juros futuros experimentaram um ligeiro alívio na etapa estendida. Houve aumento do otimismo com a perspectiva de fechamento de um acordo para a votação do projeto de revisão da cessão onerosa das áreas do pré-sal no Senado. A sessão foi de volume robusto. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou a jornada estendida em 7,00%, de 6,972% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2021 terminou em 7,96%, de 7,983%. O DI para janeiro de 2023 encerrou com taxa de 9,21%, de 9,233% no ajuste. O DI para janeiro de 2025 encerrou em 9,74%, de 9,762% no ajuste de segunda.

mockup