Dólar (subiu)
Juros futuros (desceram)


Mercado operou mais ligado a fatores técnicos
Em uma sessão marcada por forte instabilidade, o Índice Bovespa operou descolado do otimismo das bolsas americanas e, após trocar de sinal diversas vezes ao longo do dia, encerrou a quarta-feira (13) os negócios em queda, abaixo da linha dos 96 mil pontos. À espera da versão final do projeto de reforma da Previdência, que pode sair da gaveta com a alta hospitalar do presidente Jair Bolsonaro, o mercado operou mais ligado a fatores técnicos em meio à disputa entre comprados e vendidos em dia de vencimento de opções sobre Ibovespa. O índice fechou em queda de 0,34%, aos 95.842,40 pontos. O volume negociado atingiu R$ 33,3 bilhões, inflado do vencimento de opções do Índice.

Investidores buscam proteção na moeda americana

O câmbio voltou a piorar nesta quarta e o dólar terminou em alta de 1,04%, a R$ 3,7533. O fortalecimento da moeda americana no exterior, contrastando com a fraqueza observada na terça, e preocupações com os rumos da reforma da Previdência estão entre os fatores que fizeram os investidores buscarem proteção no dólar. O real foi a segunda moeda que mais perdeu valor ante a divisa dos Estados Unidos, atrás apenas do rand, da África do Sul. No mercado doméstico, o foco se manteve na reforma da Previdência. A agência de classificação de risco Moody's acredita que o governo de Jair Bolsonaro conseguirá aprovar "algum tipo de reforma" no Congresso, mas não antes do terceiro trimestre.


Desempenho do varejo influencia na queda dos juro
s

Os juros futuros confirmaram no fechamento da sessão regular o movimento de baixa que conduziu as taxas desde a abertura. A trajetória foi atribuída aos dados fracos das vendas do varejo e a declarações do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, dadas com exclusividade ao Broadcast, sistema fechado de notícias em tempo real do Grupo Estado. a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 6,415% (mínima), de 6,480% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2021 caiu de 7,162% para 7,06%. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou em 8,18%, de 8,252%. A taxa do DI para janeiro de 2025 recuou de 8,762% para 8,72%.


Selic deve permanecer em 6,50% por longo período


Em dezembro, as vendas do varejo restrito recuaram 2,2% ante novembro, muito abaixo do piso das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast, de -1,7%. No varejo ampliado, a queda foi de 1,7%, exatamente o piso das previsões. A fraqueza da atividade reforça ainda mais a percepção de que a Selic deve permanecer em 6,50% por um longo período. O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que o momento atual é de desafio fiscal "relevante" e que, por isso, o BC precisa ser mais cauteloso ao testar novas mínimas. "Por mais que ele tenha mencionado cautela, a leitura é que ele não descartou novos cortes", disse um gestor.

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