Ibovespa se descola de NY e cai 0,34%; dólar sobe
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019
Agência Estado 
Dólar (subiu)
Juros futuros (desceram)
Mercado operou mais ligado a fatores técnicos
Em uma sessão marcada por forte instabilidade, o Índice Bovespa operou descolado do otimismo das bolsas americanas e, após trocar de sinal diversas vezes ao longo do dia, encerrou a quarta-feira (13) os negócios em queda, abaixo da linha dos 96 mil pontos. À espera da versão final do projeto de reforma da Previdência, que pode sair da gaveta com a alta hospitalar do presidente Jair Bolsonaro, o mercado operou mais ligado a fatores técnicos em meio à disputa entre comprados e vendidos em dia de vencimento de opções sobre Ibovespa. O índice fechou em queda de 0,34%, aos 95.842,40 pontos. O volume negociado atingiu R$ 33,3 bilhões, inflado do vencimento de opções do Índice.
Investidores buscam proteção na moeda americana
O câmbio voltou a piorar nesta quarta e o dólar terminou em alta de 1,04%, a R$ 3,7533. O fortalecimento da moeda americana no exterior, contrastando com a fraqueza observada na terça, e preocupações com os rumos da reforma da Previdência estão entre os fatores que fizeram os investidores buscarem proteção no dólar. O real foi a segunda moeda que mais perdeu valor ante a divisa dos Estados Unidos, atrás apenas do rand, da África do Sul. No mercado doméstico, o foco se manteve na reforma da Previdência. A agência de classificação de risco Moody's acredita que o governo de Jair Bolsonaro conseguirá aprovar "algum tipo de reforma" no Congresso, mas não antes do terceiro trimestre.
Desempenho do varejo influencia na queda dos juros
Os juros futuros confirmaram no fechamento da sessão regular o movimento de baixa que conduziu as taxas desde a abertura. A trajetória foi atribuída aos dados fracos das vendas do varejo e a declarações do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, dadas com exclusividade ao Broadcast, sistema fechado de notícias em tempo real do Grupo Estado. a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 6,415% (mínima), de 6,480% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2021 caiu de 7,162% para 7,06%. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou em 8,18%, de 8,252%. A taxa do DI para janeiro de 2025 recuou de 8,762% para 8,72%.
Selic deve permanecer em 6,50% por longo período
Em dezembro, as vendas do varejo restrito recuaram 2,2% ante novembro, muito abaixo do piso das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast, de -1,7%. No varejo ampliado, a queda foi de 1,7%, exatamente o piso das previsões. A fraqueza da atividade reforça ainda mais a percepção de que a Selic deve permanecer em 6,50% por um longo período. O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que o momento atual é de desafio fiscal "relevante" e que, por isso, o BC precisa ser mais cauteloso ao testar novas mínimas. "Por mais que ele tenha mencionado cautela, a leitura é que ele não descartou novos cortes", disse um gestor.


