Juros futuros (subiram)
Dólar (desceu)


Ibovespa renova máxima histórica pela 6ª vez no fechamento

Índice segue tendência do mercado acionário americano
A bolsa encerrou o pregão desta quinta-feira (10) renovando máxima histórica pela sexta vez neste ano após uma tarde de alternância de sinais, em parte, seguindo a instabilidade vista nos principais índices do mercado acionário nos Estados Unidos. O índice Bovespa fechou em alta de 0,21%, aos 93.805,93 pontos. Durante a sessão de negócios, na máxima intraday, renovou um novo pico ao tocar nos 93.987,17 pontos. Após dois dias de desvalorização em parte impactada pelo noticiário político, as ações ordinárias do Banco do Brasil passaram o pregão em alta. No fim, fecharam em alta de 1,46%% enquanto Itaú Unibanco PN recuou 0,68% e Bradesco PN teve queda de 0,31%.


Moeda americana cai para o nível de R$ 3,70
O dólar voltou para o nível de R$ 3,70 influenciado pela valorização da moeda americana no exterior e por fatores técnicos. Após a euforia de quarta no mercado, quando a moeda americana caiu para o menor valor em mais de dois meses, as mesas de câmbio esperavam um ajuste nesta quinta nas cotações. Mas o dólar chegou até a cair pela manhã, recuando para R$ 3,67 por conta da entrada de recursos do exterior. Pela tarde, operou em alta. O discurso do presidente do Fed reforçou o tom de cautela dos investidores, ao afirmar que o balanço da instituição será "reduzido substancialmente", o que vai retirar liquidez da economia mundial. O dólar à vista fechou em alta de 0,66%, a R$ 3,7076.


Exterior influencia na elevação das taxas de juros
A piora do humor no mercado internacional a partir do discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, fortaleceu o dólar e promoveu uma elevação das taxas de juros em toda a curva nesta quinta. Nas longas, o dia foi de instabilidade, com consolidação da alta à tarde, alinhada à depreciação vista em outros mercados. A taxa do contrato de DI (Depósito Interfinanceiro) com vencimento em janeiro de 2020 apontou taxa de 6,63%, ante 6,58% do ajuste de quarta. O DI para janeiro de 2021 fechou com taxa de 7,46%, de 7,36% do ajuste anterior. O vencimento de janeiro de 2023 teve a taxa elevada para 8,49%, de 8,39% de quarta-feira. Já o janeiro/2025 projetou 8,98%, contra 8,89% do ajuste anterior.


Endividamento americano preocupa presidente do Fed

O presidente do Fed, Jerome Powell, disse que o balanço patrimonial do Fed será "substancialmente menor" do que o nível atual e afirmou estar "bastante preocupado" com o endividamento dos Estados Unidos. O dirigente do BC americano disse também que não há um plano predefinido para novos aumentos nas taxas de juros e que a principal fonte de preocupação para o país é a desaceleração da economia global. Como resultado das declarações, o dólar ganhou fôlego ante moedas fortes e emergentes e ajustou as cotações também no Brasil. "A ponta longa foi puxada principalmente pelo dólar", afirmou Rogério Braga, diretor de gestão de renda fixa e multimercados da Quantitas Asset.

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