Ibovespa renova máxima histórica no fechamento
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 05 de fevereiro de 2019
Agência Estado 
SOBE
Santander
DESCE
Vale ON
Bolsa sobe 0,74% e
fecha aos 98.588,63 pontos
Em uma nova arrancada, agora embalada pela perspectiva de que o plano de reforma da Previdência parece estar se concretizando, o Ibovespa encerrou o pregão nesta segunda-feira (4) renovando máxima histórica no fechamento, aos 98.588,63 pontos, em alta de 0,74%. O dia positivo nos mercados acionários em Nova York também contribuiu para a disposição dos investidores para as compras. O avanço das ações do bloco financeiro também sustentou a subida. O contraponto à alta foi a queda dos papéis da Vale, que marcaram o pregão com perdas em torno de 4%. No fim do dia, as units do Santander lideraram as altas (3,26%), seguida pelos papéis de Itaú Unibanco PN (2,27%), do Bradesco PN (2,22%) e do Banco do Brasil (1,90%). Vale ON encerrou em baixa de 3,39%
Dólar encerra o dia
com ganhos de 0,33%
O dólar operou em alta o dia todo nesta segunda-feira e fechou com ganhos de 0,33%, a R$ 3,6699. A valorização foi reflexo de uma combinação de fatores técnicos, com o ajuste de posições no mercado futuro, e conjunturais, como a alta generalizada do dólar ante emergentes e preocupações sobre os rumos da reforma da Previdência no Congresso após a definição dos presidentes do Senado e da Câmara. Em meio à maior cautela, os investidores estrangeiros aumentaram sua posição comprada em dólar no mercado futuro, que ganha com a alta da moeda americana, em US$ 8,5 bilhões apenas na sexta-feira (01). A redução da alta do dólar ante o peso mexicano, um dos pares do real no mercado internacional de moedas, também contribuiu, segundo operadores.
Juros beiram estabilidade
com ligeiro viés de alta
As taxas de juros negociadas no mercado futuro fecharam próximas da estabilidade nesta segunda, com ligeiro viés de alta, determinado pelo fortalecimento do dólar ante o real e outras moedas pelo mundo. A divulgação da minuta da proposta para a reforma da Previdência - obtida em primeira mão pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado - foi o principal evento do período da tarde e contribuiu para um ligeiro alívio na curva. Ao final da sessão estendida de negócios na B3, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2020 fechou com taxa de 6,37%, ante 6,36% do ajuste de sexta. O vencimento de janeiro de 2021 terminou com 6,98%, de 6,95%. O DI para janeiro de 2023 ficou com taxa de 8,06%, de 8,04%. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2025 teve taxa de 8,56%, de 8,55%.
Para analista, balanço
foi essencialmente positivo
Para Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset Management, o balanço do final de semana e do dia foi essencialmente positivo, desde as eleições na Câmara e Senado até a divulgação do conteúdo da PEC da reforma da Previdência, e o comportamento dos juros refletiu o otimismo com o cenário político doméstico. Segundo Vieira, o cenário à frente para o mercado de juros segue uma incógnita, não apenas pelo imponderável do ambiente político, mas também porque não se sabe como exatamente a economia irá se comportar após a reforma. "O mercado projeta corte da taxa mais para o final do ano, mas não se sabe se isso será possível. Será difícil cortar juros em um ambiente de estímulo da economia pelo aumento da confiança. E também não se sabe se haverá crescimento pelo aumento da confiança", afirmou.


