Subiu
Banco do Brasil ON

Desceu
Suzano ON

Volume financeiro passa de R$ 22 bilhões no dia
O mercado brasileiro de ações refletiu o cenário eleitoral e conduziu o Índice Bovespa no segundo pregão de alta consecutiva, em dia de expressivo volume financeiro (R$ 22,5 bilhões). No início dos negócios de quarta-feira (3) chegou a subir mais de 4% e superou os 85 mil pontos. No decorrer do dia o indicador desacelerou e terminou em alta de 2,04%, aos 83.273,40 pontos. As ordens de compra foram impulsionadas pela mais recente pesquisa Datafolha, na terça à noite, que confirmou o crescimento de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência. Assim como na véspera, a alta foi puxada por ações que exprimem a percepção de risco político no mercado, como de empresas estatais e do setor financeiro.

Papéis de estatais e de financeiras têm disparada
Entre as 65 ações que compõem o Ibovespa, as maiores altas foram de Banco do Brasil ON (+9,07%) e Eletrobras PNB (+8,64%). Além da questão política, os papéis da Petrobras também pegaram carona na alta dos preços do petróleo no mercado internacional e subiram 2,60% (ON) e 4,25% (PN). Já entre as quedas mais significativas estiveram novamente os papéis das empresas exportadoras, como é o caso de Suzano ON (-4,46%) e as units da Klabin (-3,07%). Somente na terça e na quarta-feira, o Ibovespa saltou 4.649 pontos, ou 5,91%. O otimismo também foi visto no exterior e o EWZ, principal ETF brasileiro negociado no exterior, fechou com alta de 3,62% no dia.

Dólar vai a menor patamar desde o dia 14 de agosto
Em um movimento de ajuste após a euforia registrada na terça (2) e na manhã de quarta-feira (3), quando o dólar chegou a bater a mínima em R$ 3,8230, o mercado amenizou a queda. O dólar fechou cotado a R$ 3,8800, uma queda de 1,28% e o menor patamar desde 14 de agosto. Com isso, o Brasil se aproximou mais do movimento internacional. Lá fora o dólar operava valorizado em relação à maior parte dos emergentes após dados mais fortes da economia americana reforçarem uma percepção de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) pode ter de elevar os juros de forma mais rápida do que inicialmente sinalizado. No mercado futuro, o dólar era negociado a R$ 3,886 às 17h19.

Taxas de juros recuam ainda mais na última hora de negócios
Os juros futuros desaceleraram ainda mais o ritmo de queda na última hora de negócios, bateram máximas e acompanharam o aumento da pressão nos Treasuries, cujos rendimentos avançam com força, e também no câmbio. As taxas fecharam ainda em baixa, mas bem mais branda em relação às registradas na parte da manhã, em reação aos dados da pesquisa Datafolha. A taxa do DI para janeiro de 2020 encerrou em 8,16%, de 8,186% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2021 fechou em 9,34%, de 9,395%. Para janeiro de 2023 terminou em 10,73%, de 10,834% ontem no ajuste. A taxa do DI para janeiro de 2025 fechou em 11,33%, distante da mínima de 11,14%, de 11,433% ontem no ajuste.

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