Ibovespa recupera parte das perdas recentes e sobe 1,23%
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sexta-feira, 26 de outubro de 2018
Agência Estado 
Alta generalizada entre as blue chips
O cenário internacional favoreceu a recuperação de parte das perdas da véspera e o Índice Bovespa fechou nesta quinta-feira (25), em alta de 1,23%, aos 84.083,51 pontos. Na quarta-feira, houve queda de 2,62%. A três dias da eleição presidencial no Brasil, o ambiente doméstico é de compasso de espera e pouco interfere nos negócios com ações, dizem analistas e operadores. Os negócios somaram R$ 15,8 bilhões. Na máxima do dia, registrada à tarde, o Ibovespa chegou a subir 2,13%, aos 84 830,92 pontos. Na análise por ações, as altas foram generalizadas entre as blue chips, não apenas entre aquelas sensíveis ao risco político, mas também entre os papéis que acompanham commodities ou índices setoriais internacionais.
Balanços afetaram ações individualmente
Petrobras ON e PN subiram 2,08% e 2,49%. Banco do Brasil ON avançou 2,56% e Eletrobras ON e PNB ganharam 3,86% e 2,69%, respectivamente. A maior alta do Ibovespa ficou com Cemig PN, que disparou 7,12%, num desempenho atribuído às perspectivas com a eleição estadual em Minas Gerais, onde Romeu Zema (Novo), favorável à privatização, lidera as intenções de voto. O início da safra de balanços corporativos atingiu ações individualmente. Vale ON avançou 0,33%, alinhada à alta de 1,75% do minério de ferro e após um balanço trimestral sem grandes novidades em relação ao esperado. Já Ambev PN apresentou resultado dentro do esperado, mas apontou vendas menores no Brasil. Com isso, caiu 5,60%, liderando as perdas entre os papéis da carteira do Ibovespa.
Sob influência externa dólar cai 0,88%
Com um cenário doméstico sem notícias fortes, o câmbio respondeu nesta quinta-feira, sobretudo ao exterior. Após alta de 1% de quarta-feira, o dólar fechou esta quinta-feira em queda de 0,88% frente ao real, cotado a R$ 3,7052.
Segundo operadores, a melhora do mercado externo provocou o desmonte de posições mais defensivas no câmbio. Movimento similar ao brasileiro foi visto nos demais emergentes: o dólar caía também frente às moedas de Argentina, México, Chile e Turquia no fim da tarde. No entanto, subia frente ao índice DXY, cesta de moedas fortes. "A leitura do movimento lá fora ainda é muito nebulosa. Existe uma série de fatores afetando os mercados internacionais, desde a guerra comercial, passando pelos balanços das grandes empresas, até a situação fiscal da Itália e o Brexit, na Europa", aponta o operador da corretora Hcommcor, Cleber Alessie Machado.
Taxas de juros terminam o dia em alta
Os juros futuros fecharam a sessão em alta nesta quinta-feira, a despeito do alívio consistente no câmbio e também descolados do exterior, onde o apetite pelo risco deu o tom aos negócios. O avanço das taxas foi comedido e atribuído essencialmente à entrada dos investidores no compasso de espera pelo desfecho da eleição, na medida em que também o dia foi de pouca novidade no noticiário até o fechamento. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 7,47%, de 7,403% na quarta-feira no ajuste, e a do DI para janeiro de 2021 subiu de 8,364% para 8,40%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou a 9,61%, de 9,573% na quarta no ajuste, e a do DI para janeiro de 2025 terminou em 10,19%, de 10,152%. Mesmo que as taxas curtas também tenham subido, nada mudou no consenso de que a Selic deve fechar 2018 no patamar atual de 6,50%.


