Subiu

Dólar

Desceu

CSN ON

Aversão ao risco interrompe

série de três altas seguidas

Depois de três altas consecutivas, o Índice Bovespa voltou a recuar nesta terça-feira (9), terminando o dia com perda de 1,11%, aos 96.291,79 pontos. A aversão ao risco no cenário internacional, com novos temores sobre o crescimento global e as ameaças de embates comerciais, foi o principal fator a incentivar as ordens de venda de ações na B3. Internamente, embora a crise política aparentemente tenha se dissipado, persistiu o desconforto com a percepção de fragilidade na articulação do governo e no apoio dos partidos à reforma da Previdência. A leitura do parecer da reforma na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) manteve o clima de cautela por todo o pregão.

Commodities fecham em

queda e atingem blue chips

O Ibovespa já iniciou o dia em terreno negativo, refletindo os temores de desaceleração da economia mundial. Pesaram as revisões para baixo feitas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) na projeção de crescimento global em 2019, entre os quais o Brasil (de 2,5% para 2,1%). Na análise por grupos de ações, as quedas mais significativas ficaram com os papéis ligados a commodities metálicas, por temores de desaceleração da economia global. Vale ON caiu 1,95%, Gerdau Metalúrgica PN perdeu 2,12% e CSN ON recuou 2,51%. Com a queda dos preços do petróleo, Petrobras ON e PN terminaram com baixas de 0,89% e 0,31%, respectivamente.

Dólar sobe ante real e recua

frente a outros emergentes

O mercado de câmbio brasileiro operou descolado do exterior e o dólar teve um dia de alta de 0,10%, para R$ 3,8533. Lá fora, a moeda americana caiu ante divisas como o peso mexicano, o peso argentino e o rand da África do Sul. O real ficou com o pior desempenho ante o dólar na economia mundial, em dia marcado aqui por prudência dos investidores por conta da reforma da Previdência, o que reduziu o volume de negócios. Pela manhã, a moeda americana chegou a subir em ritmo mais forte, na esteira de declarações na noite de segunda do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que não tem mais condições de ser o articulador da reforma.

Taxas de juros têm leve

alta com clima de cautela

O clima de cautela continuou pairando sobre mercado de juros. A percepção de que, ao menos até o término da etapa regular, os trabalhos corriam dentro do esperado levou as taxas a reduzirem um pouco o avanço e a saírem das máximas registradas pouco antes do início da sessão da CCJ. A percepção de risco no mercado internacional também não ajudaram. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 6,490%, de 6,475% na segunda no ajuste, e a do DI para janeiro de 2021 passou de 7,05% para 7,09%. A taxa do DI para janeiro de 2023 avançou de 8,202% para 8,25% e a do DI para janeiro de 2025, de 8,762% para 8,79%.

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