Ibovespa recompõe perdas da terça-feira
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quinta-feira, 09 de novembro de 2017
Agência Estado 
Bolsa sobe 2,69% e fecha aos 74 363,13 pontos
A bolsa brasileira dedicou o pregão desta quarta-feira (8) a recompor as perdas da véspera, em um movimento que ganhou força principalmente na última hora de pregão, quando um rali levou o Índice Bovespa a fechar aos 74 363,13 pontos, em alta de 2,69%. O giro financeiro foi de R$ 9,4 bilhões. Na terça-feira, o índice havia caído 2,55%. As declarações do presidente Michel Temer admitindo a possibilidade de não conseguir aprovar a reforma continuaram a ecoar no mercado. Depois da repercussão negativa nos mercados, o Palácio do Planalto decidiu, em acerto com a equipe econômica, colocar a reforma em votação no plenário da Câmara, mesmo com risco de derrota.
Bastidores da política movimentam mercados
O noticiário de bastidor também alimentou o mercado no final dos negócios, segundo profissionais da renda variável. "Estimativas de que a economia com a reforma da Previdência poderia cair para a metade do proposto originalmente foram bem recebidas no mercado, que considerou o porcentual como satisfatório", disse um analista. "Agora, precisamos ver como serão as negociações em torno dessa proposta", afirmou. Petrobras ON e PN terminaram o dia nas máximas, com ganhos de 2,72% e 2,73%, respectivamente. Vale ON superou a baixa dos preços do minério e ganhou 1,25%. Os bancos subiram em bloco, com destaque para Banco do Brasil, com alta de 5,24%.
Exterior e cenário doméstico colaboram para queda do dólar
O alívio dos investidores com a volta da articulação política do governo para colocar a reforma da Previdência em votação no Congresso ajudou o dólar a fechar em queda. O movimento de baixa da moeda também contou com o exterior, onde o dólar perdeu força em meio a dúvidas em relação à proposta de reforma tributária do presidente americano, Donald Trump. O dólar à vista fechou em baixa de 0,55%, a R$ 3,2580. O volume foi de US$ 1,221 bilhão. Na mínima, chegou a R$ 3,2417 (-1,05%) e, na máxima, alcançou R$ 3,2683 (-0,24%). As negociações para o avanço para votação da reforma da Previdência no Congresso, deu espaço para a recuperação do real ante o dólar nesta sessão.
Juros futuros fecham em baixa
Os juros futuros terminaram a sessão desta quarta em queda, corrigindo, no caso dos contratos de longo prazo, o avanço das taxas visto na terça-feira (7). Profissionais da área de renda fixa consultados viram o cenário externo, onde o dólar esteve em queda generalizada, como principal fator a estimular o ajuste em baixa dos juros. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 7,25%, ante 7,29% no ajuste anterior e a do DI para janeiro de 2020 caiu de 8,51% para 8,44%. A taxa do DI para janeiro de 2021 encerrou a 9,27%, de 9,34%, e a do DI para janeiro de 2023 recuou de 10,09% para 10,03%.


