Subiu
Dólar

Desceu
Vale

Pregão depois de eleição de Bolsonaro tem volatilidade
O primeiro pregão do mercado brasileiro de ações após a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) para a presidência do País foi de intensa volatilidade. O Índice Bovespa iniciou a segunda-feira (29) com indicações de otimismo e chegou a subir mais de 3% pela manhã. No entanto, a aversão ao risco no mercado internacional levou a uma forte correção. Ao final da sessão, o Ibovespa ficou em 83.796,71 pontos, com queda de 2,24. Em Wall Street, os índices de ações caíram em meio a informações de que os Estados Unidos se prepararam para impor mais sanções sobre importações chinesas no início de dezembro, caso não haja acordo entre os presidentes Donald Trump e da China, Xi Jinping, na cúpula do G-20.

Papéis ligados a bancos e a financeiras têm forte recuo
Internamente, o noticiário foi considerado escasso, por ter se concentrado mais nas repercussões da eleição de Jair Bolsonaro do que em sinalizações sobre como será o próximo governo. O mercado deve ter a partir de agora uma nova dinâmica, com as atenções focadas nos nomes da equipe econômica e de presidentes de estatais. Na análise por ações na Bovespa, estiveram entre as principais quedas do dia as blue chips relacionadas a commodities, como Vale ON (-4,50%) e Petrobras ON e PN (-3,60% e 4,28%). As ações dos bancos e de financeiras caíram em bloco. Mesmo com o resultado desta segunda, o Ibovespa ainda acumula ganho de 5,61% em outubro.

Temor ao risco faz câmbio disparar ante emergentes

Após o dólar cair em outubro quase 10% até a sexta-feira antes das eleições, os investidores tiraram a segunda-feira para ajustar as cotações e realizar lucros. O mercado externo mais adverso ajudou o movimento e a moeda americana bateu máximas na parte da tarde, no mesmo momento que os preços no exterior tiveram piora pela promessa de mais taxas feitas pela Casa Branca para produtos da China comprados pelos Estados Unidos. O dólar à vista fechou o dia em alta de 1,36%, a R$ 3,7022. Foi a maior variação desde o dia 11 de setembro, quando a moeda subiu 1,77%. Lá fora, o dólar teve forte alta no México (+3,5%) e também subiu perante emergentes como África do Sul, Turquia e Argentina.

Taxas de juros longos ficam estáveis e com viés de alta
A piora de humor em Wall Street ampliou o movimento de realização de lucros nos mercados domésticos, levando os juros futuros de longo prazo a zerar a queda e fechar perto da estabilidade, mas com alta na etapa estendida. Os contratos de curto prazo fecharam com viés de queda. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou a etapa regular em 7,29%, de 7,373% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2021 encerrou na máxima de 8,22%, ante 8,253%. A taxa do DI para janeiro de 2023 passou de 9,353% para 9,33% e a do DI para janeiro de 2025 encerrou na máxima de 9,89%, de 9,912%. Na jornada estendida, os longos passaram a subir.

mockup