Ibovespa sobe
Dólar desce

Após alcançar 91 mil pontos, Ibovespa termina dia em alta modesta
O noticiário internacional foi a principal referência para os negócios com ações no Brasil, mas aparentemente não houve grande entusiasmo da parte do investidor estrangeiro em relação às ações brasileiras. Pela manhã, a trégua na guerra comercial acertada entre Estados Unidos e a China animou o mercado e fez o Índice Bovespa superar momentaneamente a marca inédita dos 91 mil pontos. No final da tarde, no entanto, faltou fôlego e sustentação aos preços das ações. Com isso, o Ibovespa terminou o dia em alta bem mais modesta, de 0,35%, aos 89.820,09 pontos. Ainda assim, renovou seu recorde histórico de pontuação.

Troca de ações em operações de curtíssimo prazo movimenta bolsa
Boa parte da movimentação da bolsa esteve relacionada à troca de ações do setor financeiro pelo de commodities em operações de curtíssimo prazo. No bloco financeiro, Bradesco PN puxou as perdas, com -1,72%. Ações de empresas de mineração avançaram na Europa e tiveram forte correlação com os ganhos da Vale (+2,48%). Entre as siderúrgicas, destaque para Usiminas PNA (+4,71%) e Gerdau PN (+4,33%). A alta do petróleo se justificou pelo aceno de países produtores com a possibilidade de redução da produção. As ações da Petrobras terminaram o dia com ganhos de 2,84% (ON) e de 1,89% (PN).

Dólar encerra primeiro pregão de dezembro em queda de 0,46%
O dólar sustentou queda durante todo o dia e encerrou o primeiro pregão de dezembro, aos R$ 3,8411, em queda de 0,46%, após ter renovado máximas próximo do fechamento. Além da trégua anunciada entre China e Estados Unidos, o movimento reflete sinalizações de entendimento entre Rússia e Arábia Saudita para estabilizar os preços do petróleo. Após ter atingido a mínima do dia próximo das 12h, aos R$ 3,8169, o dólar se afastou desse patamar ao longo da tarde e chegou a renovar máximas minutos antes do fechamento, ainda em queda. No patamar mais alto intraday, tocou os R$ 3,8466 (-0,32%).

Principais taxas de juros futuros fecham o dia nas máximas
O mercado de juros teve um desempenho mais contido na etapa vespertina, com as taxas de médio e longo prazo zerando o recuo visto durante o dia para fecharem a sessão regular perto da estabilidade e apontarem, no caso dos longos, alta na jornada estendida. As principais taxas fecharam o dia nas máximas, com exceção do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020, que caiu de 6,992% para 6,95%. A taxa do DI para janeiro de 2021 terminou em 7,94%, de 7,943%. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou em 9,12%, de 9,07%, e a do DI para janeiro de 2025 subiu para 9,63%, de 9,572%.

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