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Bolsa cede à realização de lucros
Depois de uma sequência de altas que se estendeu por quatro pregões - com direito a dois recordes históricos sucessivos -, o Índice Bovespa nesta terça-feira (6) cedeu a um movimento de realização de lucros e fechou em baixa de 1,04%, aos 88.668,92 pontos. A queda foi mais brusca pela manhã, quando os investidores repercutiam ruídos do cenário político doméstico e exibiam cautela ante o cenário internacional, onde o principal evento do dia foi a eleição parlamentar nos Estados Unidos. Os negócios somaram R$ 14,5 bilhões. No cenário político doméstico, geraram algum desconforto as informações desencontradas entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e seu futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, acerca da reforma da Previdência.


Ações da Petrobras têm queda de 2,58%
Analistas acreditam que o Ibovespa de superar os 90 mil pontos no curto prazo e alcançar o nível dos 100 mil até o final do ano.
Na análise por ações no dia, o destaque ficou por conta das ações da Petrobras, que caíram 2,58% (ON) e 3,44% (PN). Além do balanço trimestral aquém do esperado, os papéis foram penalizados pela queda dos preços do petróleo no mercado internacional, em meio à elevação das previsões de produção da commodity nos Estados Unidos. A maior queda do Ibovespa, no entanto, ficou com Magazine Luiza ON, que perdeu 8,36%, em movimento de realização de lucros após a companhia ter divulgado balanço trimestral dentro das expectativas dos analistas.

Ruídos provocam altas alternadas no dólar
Com um ambiente externo de cautela, impactado pelas eleições parlamentares nos Estados Unidos, e o mercado doméstico respondendo de forma sensível a ruídos nas sinalizações do governo eleito sobre a reforma da Previdência, o dólar operou nesta terça-feira alternando entre altas mais significativas e amenas. Após ter tocado os R$ 3,7699 na máxima intraday, a divisa fechou esta terça-feira cotada a R$ 3,7597, alta de 0,92% Internamente, o mercado opera sensível às sinalizações do presidente eleito Jair Bolsonaro e sua equipe em relação às medidas na área econômica, com destaque para a reforma da Previdência. A avaliação dos investidores é que há ruídos na comunicação do novo governo em relação à viabilidade de se votar a reforma ainda este ano.

Pressão do câmbio faz juros fecharem em alta
Os juros futuros fecharam a sessão regular desta terça-feira em alta, que foi moderada na ponta curta e um pouco mais acentuada nos contratos de longo prazo, refletindo a pressão vinda do câmbio, a cautela com as eleições nos Estados Unidos e ruídos de comunicação do novo governo em relação à reforma da Previdência. Destaque da agenda doméstica nesta terça-feira, a ata do Copom foi considerada neutra em termos de impacto para os negócios, ao reforçar a mensagem de que a Selic deve permanecer estável pelo menos até o fim de 2018. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para 2020 subiu de 7,133% para 7,15% e a do DI para janeiro de 2021, de 8,083% para 8,11%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou em 9,27%, de 9,213% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2025 fechou em 9,82%, de 9,742%.

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