Dólar sobe
Ibovespa desce

Bolsa brasileira termina sessão em baixa de 1,14%

O Ibovespa iniciou o pregão em alta e quase chegou a superar a máxima histórica, em meio ao otimismo em relação ao texto da reforma da Previdência que foi entregue ao Congresso. Porém, ainda pela manhã o índice passou a operar com volatilidade e já reta final do pregão batia mínimas, sob o impacto também da divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). Segundo profissionais do mercado, investidores aproveitaram para realizar lucros recentes. O índice doméstico fechou em queda de 1,14% pontos, aos 96.544,81 pontos, na mínima do pregão.

Cautela de investidores faz dólar bater máximas
O dólar chegou a cair abaixo de R$ 3,70 após a apresentação da proposta de reforma da Previdência pelo governo, mas em seguida os investidores preferiram adotar um tom de cautela e a moeda passou a subir. A divulgação da ata da última reunião de política monetária do Fed, já perto do fechamento do mercado à vista, que alertou para aumento de riscos de desaceleração da economia mundial, ajudou a reforçar a prudência dos investidores e a moeda americana bateu máximas. O dólar terminou em R$ 3,7319, em alta de 0,42%.

Fed reforça tom de cautela no final da tarde
As medidas que mudam as aposentadorias no Brasil foram consideradas "amplas e abrangentes", mas a percepção nas mesas de câmbio é de que o texto pode ser desidratado na tramitação no Congresso, reduzindo seu impacto. A ata do Fed também acabou contribuindo para reforçar o tom de cautela no final da tarde. "A ata revelou que a decisão do Fed de adotar uma postura 'paciente' veio em resposta à fraqueza da economia mundial", avaliou o economista da consultoria Capital Economics, Paul Ashworth, citando a Europa e a China como as regiões com maior chance de desacelerarem.

Taxas de juros devolvem queda e encerram em alta
Um movimento de realização de lucros deu o tom aos negócios no mercado de juros e as taxas devolveram a queda registrada na terça para fecharem em alta. Num dia de liquidez forte, o avanço foi um pouco mais pronunciado nos vencimentos longos, que haviam recuado com mais força na sessão anterior. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou com taxa de 6,425%, de 6,380%, e a do DI para janeiro de 2021 encerrou a 7,09%, de 6,991%. O DI para janeiro de 2023 fechou com taxa de 8,20%, de 8,062%, e o DI para janeiro de 2025 encerrou em 8,72%, de 8,561%.

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