Subiu
Dólar

Desceu
Petrobras

Balanço e preços do petróleo derrubam papeis da estatal
A bolsa brasileira foi penalizada nesta terça-feira, 14, por um conjunto de fatores negativos, que levaram os investidores a reduzir ainda mais a exposição ao risco. No cenário doméstico, o destaque ficou com a reação negativa ao balanço trimestral da Petrobras, cujas ações despencaram e exerceram importante influência no Índice Bovespa. No front externo, pesaram a queda expressiva dos preços do petróleo e os temores de aperto monetário nos Estados Unidos. O Ibovespa acelerou gradativamente as perdas ao longo da tarde e fechou em queda de 2,27%, aos 70.826,59 pontos, quase mínima do dia e menor patamar de fechamento desde 23 de agosto (70.477 pontos).

Metálicas e financeiras têm dia ruim e aumentam perdas
As ações da Petrobras terminaram em queda de 8,18% (ON) e de 7,75% (PN), respectivamente. As commodities metálicas também tiveram um dia de perdas, influenciadas pelos dados da produção industrial da China, que cresceu 6,2% em outubro, abaixo dos 6,6% de setembro. Com o minério de ferro, o cobre e outros metais em queda, Vale ON fechou em queda de 2,96%. Os papéis de siderurgia acompanharam, com Usiminas PNA (-7,59%) figurando na terceira posição entre as maiores quedas do Ibovespa. As ações do setor financeiro também estiveram entre as quedas mais significativas do dia. As units do Santander Brasil tiveram queda de 3,94% e Banco do Brasil ON perdeu 2,39%.

Dólar se fortalece diante de moedas emergentes
Após abrir a sessão em baixa, o dólar bateu máximas no período da tarde, apesar do enfraquecimento da moeda frente às principais divisas. A forte queda do petróleo no mercado internacional pesou sobre moedas de países emergentes ligados a commodities. Além disso, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos de outubro superou as expectativas do mercado, levando a especulações sobre a aceleração no ritmo de aumento dos juros americanos em 2018. O dólar à vista fechou em alta de 0,37%, a R$ 3,3098. O volume foi de US$ 1,604 bilhão. Na mínima, chegou a R$ 3,2678 (-0,91%) e, na máxima, R$ 3,3132 (+0,47%).

Taxas de juros têm alta nos prazos mais longos
Os juros futuros fecharam a sessão regular em alta, com exceção dos vencimentos curtos, que ficaram estáveis. O mercado apresentou movimento coordenado com os demais ativos domésticos, atribuído à típica cautela pré-feriado. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou estável em 7,27% e a do janeiro de 2020 subiu de 8,58% para 8,63%. A taxa do DI para janeiro de 2021 terminou em 9,52%, de 9,44%. O DI para janeiro de 2023 encerrou com taxa de 10,35%, de 10,25%. No feriado brasileiro da Proclamação da República, os EUA divulgarão o índice de inflação ao consumidor e o investidor preferiu não ficar exposto.

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