Ibovespa fecha em queda com dúvidas sobre reforma e Vale
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quinta-feira, 07 de fevereiro de 2019
Agência Estado 
Dólar sobe
Ibovespa desce
Bolsa brasileira termina sessão em baixa de 3,74%
A notícia de que a Vale teve cancelada sua autorização para operar a barragem de Laranjeiras (MG) ampliou significativamente o sinal de baixa do Índice Bovespa, que teve sua maior queda porcentual desde 28 de maio do ano passado, época da greve dos caminhoneiros. A bolsa brasileira transitava em terreno negativo desde a abertura dos negócios e a abrupta aceleração da queda das ações da Vale à tarde acabou por deflagrar movimentos de "stop loss" (interrupção de perdas), contagiando outros papéis. Com isso, o Ibovespa terminou o dia aos 94.635,57 pontos, em queda de 3,74%, na mínima do dia. Os negócios somaram R$ 17 bilhões.
Vale ON cai 4,88% e encerra na mínima do dia
Ao final dos negócios, Vale ON fechou em queda de 4,88%, na mínima do dia. A ação da mineradora contaminou os papéis do setor siderúrgico, que teve perdas expressivas. CSN ON caiu 5,77% e Gerdau Metalúrgica cedeu 4,94%. Desde cedo, o sinal do Ibovespa foi negativo. Assim como na véspera, pesaram as dúvidas quanto ao teor e ao prazo de tramitação da reforma da Previdência. Depois de uma tumultuada reunião de líderes na Câmara, o líder do PP na Casa, Arthur Lira (AL), afirmou que, sem alinhamento do governo na Casa, não há clima para se votar qualquer Proposta de Emenda Constitucional (PEC), incluindo a reforma da Previdência.
Dólar sobe 1,11% em maior alta dos últimos 11 dias
O dólar teve a maior alta dos últimos 11 pregões e subiu 1,11%, para R$ 3,7049. O real registrou um dos piores desempenhos no mundo ante a moeda americana, que se fortaleceu ante divisas de países desenvolvidos e emergentes em meio a temores de nova paralisação no governo dos Estados Unidos e de desaceleração da economia mundial, após queda inesperada nas encomendas à indústria da Alemanha. A moeda brasileira só perdeu menos valor ante o dólar que a moeda da Austrália e o rand da África do Sul. Por aqui, preocupações com a tramitação da reforma da Previdência no Congresso fizeram o investidor buscar proteção no dólar.
Taxas de juros futuros de longo prazo fecham em alta
Os juros futuros de longo prazo encerraram a sessão em alta firme, refletindo as preocupações com a reforma da Previdência, enquanto as taxas dos vencimentos de médio e curto prazos terminaram perto dos ajustes do dia anterior, com os investidores no aguardo da decisão do Copom. À noite, o BC informou que manteve a taxa Selic em 6,50% ao ano. No fechamento da etapa regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou com taxa de 6,365%, de 6,370%, e a do DI para janeiro de 2021 passou de 7,001% para 6,990% (mínima). O DI para janeiro de 2023 encerrou com taxa de 8,17%, de 8,092%, e a do DI para janeiro de 2025 subiu de 8,612% para 8,71%.


