Ibovespa fecha em baixa em dia de Paulo Guedes na CCJ
Índice migrou para o nível dos 94 mil, com queda de 0,94%
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de abril de 2019
Índice migrou para o nível dos 94 mil, com queda de 0,94%
Agência Estado 
O Índice Bovespa teve dois momentos distintos nesta quarta-feira (3), dia em que a principal expectativa girou em torno da audiência do ministro da Economia, Paulo Guedes, na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) da Câmara. Pela manhã, o índice teve desempenho positivo e chegou a subir mais de 1%, para além do patamar dos 96 mil pontos. À tarde, com a sessão da CCJ já em andamento, o índice migrou para o nível dos 94 mil e assim permaneceu até o fechamento, aos 94.491,48 pontos, com queda de 0,94%. O cenário internacional foi influência majoritariamente positiva, com momentos pontuais de instabilidade.
Investidores adotam postura defensiva e dólar sobe
Após quatro sessões seguidas de queda, o dólar fechou em alta com investidores adotando postura defensiva em meio a preocupações com o andamento da reforma da Previdência no Congresso Nacional. Com mínima de R$ 3,8347 e máxima de R$ 3,8795, o dólar fechou a R$ 3,8780, alta de 0,55%. Apesar do repique desta quarta-feira, o dólar ainda acumula queda de 0,97% em abril, já que fechou março na casa de R$ 3,91. Segundo operadores, a exaltação do ministro em meio a ataques previsíveis da oposição durante audiência na CCJ lançou dúvidas sobre a capacidade de Guedes para conduzir as negociações com o Congresso.
Sessão regular encerra com taxas em alta
A quarta-feira começou bem para o mercado de juros, com taxas em queda, mas que gradativamente foi se apagando até que, no começo da tarde, viraram para cima e passaram a renovar máximas na última hora da sessão regular. A taxa do contrato de DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2020 fechou a etapa regular na máxima de 6,515%, de 6,485% na terça no ajuste. A do DI para janeiro de 2021 subiu de 7,021% para 7,06% e a do DI para janeiro de 2023, de 8,122% para 8,21%. A taxa do DI para janeiro de 2025 encerrou na máxima de 8,76%, de 8,662%. Na sessão estendida, continuaram subindo, com novas máximas.
Juros estiveram sensíveis ao que acontecia na CCJ
A questão política foi o que predominou no mercado de juros, com tudo o mais em segundo plano, incluindo o ambiente externo que foi amistoso, ainda alimentado por sinais de que Estados Unidos e China estão perto de um acordo comercial e menor apreensão com o Brexit. As taxas estiveram extremamente sensíveis ao que acontecia na sessão da CCJ. A audiência teve momentos de tensão e provocação, com bate-boca entre Guedes e deputados da oposição, que questionavam sobretudo a implantação do sistema de capitalização previsto na PEC (Proposta de Emenda à Constituição). As taxas passaram a renovar máximas em sequência.


