Ibovespa fecha em baixa com cenário externo e Bolsonaro
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sexta-feira, 08 de fevereiro de 2019
Agência Estado 
Dólar sobe
Ibovespa desce
Bolsa brasileira encerra em queda de 0,24%
A volatilidade deu o tom dos negócios no mercado brasileiro de ações. Pela manhã, o índice chegou a subir mais de 1%, em uma correção à queda expressiva da véspera (-3,74%). Preocupações do cenário internacional, no entanto, impuseram novas perdas à tarde, com o índice alcançando também em torno de 1%. A notícia de que o presidente Jair Bolsonaro apresenta um quadro de pneumonia leve foi outro fator a favorecer as ordens de venda de ações. Ao final dos negócios, o Ibovespa acabou distante de máximas e mínimas do dia, terminando o pregão aos 94.405,59 pontos, com baixa de 0,24%. Os negócios totalizaram R$ 17,1 bilhões.
Ações do setor financeiro são destaque da sessão
Na análise por ações, o destaque do dia foram os papéis do setor financeiro. Líderes de liquidez, foram essas ações que acabaram por dar a direção do Ibovespa em diversos momentos, ora operando em alta, ora em baixa. No fechamento, estiveram quase todos em terreno positivo. Bradesco PN subiu 1,52% e Banco do Brasil ON avançou 0,66%, recuperando pequena parcela dos mais de 5% de perdas de quarta. As ações da Petrobras caíram 1,77% (ON) e 1,57% (PN), alinhadas à queda dos preços do petróleo no mercado internacional. Vale ON amargou perda de mais 2,05%.
Dólar termina no maior nível em uma semana
O dólar teve novo dia de alta e terminou em R$ 3,7187 (+0,37%), o maior nível em uma semana. Uma combinação de exterior negativo com noticiário interno desfavorável estimulou nova busca por proteção dos investidores, mesmo após a forte reprecificação dos ativos domésticos de quarta-feira (6), que retirou o dólar do nível de R$ 3,65 de volta para R$ 3,70. A moeda americana chegou a zerar os ganhos no final da tarde e cair pontualmente, mas a notícia de que o presidente Jair Bolsonaro está com pneumonia fez o dólar subir novamente. O Credit Default Swap (CDS), uma medida do risco-Brasil, subiu para 168 pontos base, uma indicação de piora na avaliação do Brasil.
Taxas de juros fecham sessão em alta com Copom
Os juros futuros encerraram a sessão regular das 16 horas em alta, mais acentuada nos contratos de curto e médio prazos, refletindo o ajuste ao comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), a pressão sobre o câmbio, enquanto a postura mais defensiva em relação à tramitação da reforma da Previdência se mantém no pano de fundo. Ao término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 encerrou com taxa de 6,465%, de 6,365%. A taxa do DI para janeiro de 2021 fechou em 7,13%, de 6,991%, e o DI para janeiro de 2023 subiu de 8,172% para 8,23%. O DI para janeiro de 2025 encerrou em 8,77%, de 8,712%.


