Ibovespa fecha em alta e dólar cai, após ataque a Bolsonaro
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quinta-feira, 06 de setembro de 2018
Agência Estado 
Movimento especulativo
faz índice da Bolsa disparar
Um movimento especulativo gerado após a notícia do ataque a Jair Bolsonaro fez o Índice Bovespa disparar na última hora de negociação do pregão desta quinta-feira (6). O índice, que vinha oscilando em alta moderada, chegou a subir mais de 1.000 pontos em um curto espaço de tempo e fechou em alta de 1,76%, aos 76.416,01 pontos. Os negócios somaram R$ 8,73 bilhões. O movimento brusco pegou profissionais do mercado de surpresa e operadores citaram indícios de um movimento de "manada", no qual investidores ingressam na onda compradora mesmo sem grande convicção dos desdobramentos da notícia recém-chegada. Em meio ao clima especulativo, foram diversas as teorias para explicar a disparada da bolsa.
Blues chips do setor financeiro
e commodities são destaque
No que diz respeito a Bolsonaro, as especulações giraram em torno do fortalecimento da candidatura dele até o afastamento do presidenciável da campanha, que poderia abrir espaço no segundo turno para mais um nome. À medida que o noticiário avançava, as especulações se intensificaram e levaram o Ibovespa futuro a entrar em leilão, ao subir mais de 4% nos minutos finais. A alta do Ibovespa foi generalizada, tendo como destaque as blue chips do setor financeiro e de commodities. Vale ON subiu 2,55%, Itaú Unibanco PN avançou 2,53% e Petrobras PN, 1,82%. Na mínima do dia, o Ibovespa chegou aos 74.986 pontos (-0,14%). Na máxima, atingiu 76.533 pontos (+1,92%).
Dólar fecha a R$ 4,08,
com queda de 1,4%
O dólar teve novo dia de queda nesta quinta-feira, influenciado pelo comportamento da moeda dos Estados Unidos no exterior e por especulações sobre a corrida presidencial após o episódio envolvendo o candidato Jair Bolsonaro (PSL). A moeda renovou mínimas perto do fechamento, com a leitura das mesas de operação de que o ataque ao militar deve ter desdobramentos, podendo enfraquecer a esquerda nas eleições. O dólar à vista fechou em baixa de 1,40%, a R$ 4,0847. Na mínima, a divisa foi a R$ 4,0737 e, na máxima, a R$ 4,1652. Mesmo com a queda de hoje, a moeda dos EUA acumulou alta de 0,49% na semana. O Banco Central ficou de fora do mercado nos últimos quatro dias, fazendo apenas o leilão de rolagem de contratos de swap. No ano, porém, a moeda americana segue em alta forte, de 23%, a terceira maior entre as moedas de emergentes, atrás apenas da Argentina (+107%) e Turquia (+72%).
Juros futuros ampliam
queda e renovam mínimas
Os juros futuros ampliaram fortemente a queda a partir do meio da tarde desta quinta, fechando a sessão regular nas mínimas e caindo mais na sessão estendida, em todos os pontos da curva, enquanto a bolsa reforçava os ganhos e o dólar, a queda. As taxas já mostravam recuo firme desde a manhã, a partir do IPCA de agosto, que teve deflação maior do que esperado, levando à redução das apostas de alta da Selic em setembro. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou a sessão regular em 7,410%, de 7,528% na quarta, e a do DI para janeiro de 2020 terminou na mínima de 8,67%, de 8,82% na quarta. A taxa do DI para janeiro de 2021 caiu de 10,10% para 9,92% (mínima) e a do DI para janeiro de 2023 fechou em 11,58% (mínima), de 11,77% . A taxa do DI para janeiro de 2025 caiu de 12,94% para 12,32% (mínima).


