Ibovespa sobe
Dólar desce

Bolsa brasileira encerra sessão
com ganhos de 10,82% em janeiro
O otimismo com a melhora do panorama do País que dominou os investidores no mercado acionário local no mês se sustentou até a última sessão de negócios do mês. Foi componente essencial para que o Ibovespa encerrasse o pregão desta quinta-feira, aos 97.393,74 pontos, em alta de 0,41%, que contribuiu para uma rentabilidade mensal de 10,82% - um pouco abaixo dos 11,14% registrados ano passado. A bolsa alcançou nova máxima histórica, aos 98 405 pontos, embalada pela alta significativa das ações do Bradesco (em torno de 7%). No entanto, o ritmo de alta foi impactado por um novo recuo dos papéis ordinários da Vale.

Alta reflete posicionamento dos investidores
em relação ao contexto econômico
Entre as blue chips, Bradesco PN fechou em alta de 5,65%, Banco do Brasil ON, 2,53%, Itaú Unibanco PN, 1,73% e as units do Santander, 0,15%. Vale ON recuou 2,36% e Petrobras PN cedeu 0,16%. De maneira geral, a avaliação de analistas é que o movimento altista das ações reflete o posicionamento bastante positivo dos investidores com relação ao contexto econômico do país. Os dados de crédito - tanto do Banco Central na quarta quanto os colhidos no próprio resultado do Bradesco - apontam para uma predisposição de pessoas físicas e jurídicas ao consumo.

Dólar termina o dia no menor valor
desde 26 de outubro de 2018
O dólar à vista fechou em baixa de 0,99% e terminou o dia no menor valor desde 26 de outubro do ano passado, cotado em R$ 3,6590. Fatores técnicos, principalmente a definição do referencial Ptax de janeiro, e conjunturais, como a queda da moeda americana no exterior ante emergentes e renovadas expectativas de avanço da reforma da Previdência com o fim do recesso no Congresso, ajudaram o real a se valorizar. Com isso, a moeda brasileira foi uma das divisas que mais ganharam valor perante o dólar nesta quinta no mercado financeiro internacional. Em janeiro, o dólar acumulou queda de 5,6%, a maior desde outubro, quando recuou 8%.

Taxas de juros refletem melhora de
percepção ante ambientes interno e externo
As taxas de juros negociadas no mercado futuro tiveram queda significativa, refletindo a melhora de percepção ante os ambientes externo e interno, que levou o dólar de volta ao patamar dos R$ 3,65. Ao final dos negócios na etapa estendida de negócios na B3, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2020 teve taxa de 6,38%, ante 6,46% do ajuste de quarta. O DI para janeiro de 2021 projetou 7,00%, ante 7,14% do ajuste anterior. O vencimento de janeiro de 2023 ficou com taxa de 8,10%, contra 8,33%. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2025 teve taxa de 8,64%, de 8,92%.

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