Ibovespa encerra o pregão com ganhos; dólar cede
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segunda-feira, 27 de agosto de 2018
Agência Estado 
Com alta de 2,19%, Bolsa tem dia de recuperação
O bom desempenho dos ativos nos mercados internacionais abriu espaço para mais um dia de recuperação do Ibovespa, nesta segunda-feira (27), que chegou a tocar os 78 mil pontos na máxima intraday. Muito embora tenha subido 2,19%, aos 77.929,68 pontos, o giro financeiro se manteve abaixo da média mensal, encerrando o dia em R$ 7,4 bilhões. Apesar do segundo dia consecutivo de alta, analistas de renda variável asseguram que esse movimento está longe de ser uma tendência, uma vez que a volatilidade se impõe ao mercado acionário brasileiro, pois segue com a "espada na cabeça" - em referência às incertezas que cercam a corrida eleitoral.
Bloco financeiro não reverte perdas acumuladas
O movimento de compra encontrou suporte no bom desempenho dos mercados lá fora. A valorização das blue chips do bloco financeiro na sessão desta segunda não foi suficiente para reverter as perdas acumuladas no mês de agosto. Itaú Unibanco PN fechou em alta de 3,32%, mas, no mês, ainda perde 2,76%. O mesmo ocorre com Bradesco PN, que subiu 2,68%, mas em agosto cai 4,70%. Banco do Brasil ON avançou 3,07%, mas segue desvalorizado em 5,26%, e as Units do Santander avançaram 2,60%, porém, recuam 4,69% na avaliação mensal. Na contramão desse grupo fica Vale ON, que teve ganhos de 2,81%, e segue valorizada em agosto (4,03%).
Em novo ajuste, dólar fecha com baixa de 0,59%
O enfraquecimento do dólar no mercado internacional favoreceu um novo ajuste da moeda americana ante o real, que fechou em baixa de 0,59%, cotada a R$ 4,0812 no mercado à vista. A queda ocorreu ainda em meio a um ambiente de cautela dos investidores e agentes do comércio exterior, o que se pôde ver no volume de negócios reduzido. Foi o segundo dia de queda da moeda americana, que na semana passada encerrou uma sequência de sete altas consecutivas. Apesar dos ajustes desta segunda e de sexta-feira, são cinco sessões em que a divisa é negociada acima de R$ 4, acumulando alta de 8,68% em agosto. As incertezas do cenário eleitoral doméstico são o principal combustível dessa escalada, com contribuição também da volatilidade recente no mercado internacional, em meio a atritos comerciais e crises financeiras.
Taxas de juros futuros também recuaram
Os juros futuros fecharam a sessão em baixa nos principais vértices da curva a termo, com recuo mais firme na ponta longa, uma vez que este trecho vinha acumulando mais prêmio nos últimos dias e também porque é o mais sensível ao cenário externo, que nesta segunda conduziu os mercados de maneira geral. O fechamento do acordo entre os governos do México e dos Estados Unidos alimentou o apetite ao risco tanto na renda fixa quanto no câmbio. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou com taxa de 8,45%, de 8,50% no ajuste de sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2021 recuou de 9,68% para 9,61%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou a 11,18%, de 11,27% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2025 recuou de 11,99% para 11,89%.


