Ibovespa encerra em nova máxima histórica e dólar cai
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quarta-feira, 09 de janeiro de 2019
Agência Estado 
Subiu
Itaú Unibanco
Desceu
Banco do Brasil
Pregão tem oscilação
e pende para otimismo
Após uma tarde na qual operou sem se firmar em uma única direção, o Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira (8) em alta de 0,36%, aos 92.031,86 pontos, atingindo nova máxima histórica no fechamento. O desempenho instável se deve "ao modo de espera" do mercado em relação ao anúncio de ações mais concretas pelo novo governo. Tanto que, quase ao final do pregão, declarações do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, sobre a pressa em apresentar a proposta de reforma da Previdência, deram fôlego ao novo nível de pontuação. Durante o dia, as ordens de venda deram continuidade à realização de lucros, uma vez que os ganhos persistem acima da marca dos 4% em apenas cinco pregões.
Setor financeiro tem dia
com tendências opostas
As ações do BB ficaram negativas por todo o pregão e contaminaram pares do bloco financeiro, que também sofreram influência de baixas de bancos negociados nos EUA. Os papéis ordinários do BB encerraram em baixa de 1,13%. Também em queda fecharam as units do Santander (-0,98%). Já Itaú Unibanco e Bradesco subiram 1,27% e 0,61%, respectivamente. Como as ações do BB chegaram a ser cotadas a R$ 49,00, o recuo também seria um movimento normal dentro do mercado. Aliado a isso, houve desconforto com a promoção do filho do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, para a assessoria especial da presidência do Banco do Brasil, embora seja funcionário da instituição há 18 anos.
Câmbio fecha com melhor
desempenho ante 24 países
O real destoou de outras moedas e teve o melhor desempenho perante o dólar entre as 24 principais divisas mundiais. O dólar à vista fechou em queda de 0,47%, a R$ 3,7174, menor valor desde 1º de novembro de 2018 (R$ 3,6979). Especialistas em câmbio apontam que a queda da divisa americana reflete fatores técnicos, como a tendência de volta neste começo do ano de recursos que deixaram o país no final de 2018, aliados a um clima ainda positivo dos investidores com o governo de Jair Bolsonaro. No mercado futuro, o estoque total da posição comprada aumentou US$ 222 milhões na segunda-feira, para US$ 33,5 bilhões, considerando o dólar futuro e posições em cupom cambial (juro em dólar).
Taxas de juros caem com
boas perspectivas políticas
O mercado futuro de juros ajustou as taxas para baixo, refletindo um ambiente ainda de perspectivas positivas, apesar das incertezas dos ambientes interno e externo. Com o noticiário bastante escasso, o ajuste foi favorecido pela queda do dólar. Ao fim da etapa estendida na B3, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2020 terminou com taxa de 6,57%, na mínima do dia, ante 6,58% do ajuste de segunda-feira. O DI para janeiro de 2021 projetou 7,36%, de 7,40% do ajuste anterior. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2023 teve taxa de 8,42% (mínima), ante 8,47%. A do DI para janeiro de 2025 recuou de 9,00% para 8,93%.


