Ibovespa cai e dólar sobe por influência do exterior
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quarta-feira, 24 de outubro de 2018
Agência Estado 
SUBIU
Via Varejo
DESCEU
Vale
Bolsa segue pares na Europa e nos EUA
O cenário internacional avesso ao risco impôs um pregão de baixas na bolsa brasileira na terça-feira (23). O Índice Bovespa chegou a cair 1,83% pela manhã, mas absorveu boa parte dos ajustes e terminou o dia em baixa mais amena, de 0,35%, aos 85.300,03 pontos. Os mercados internacionais refletiram um conjunto de preocupações, desde a crise orçamentária na Itália até a tensão geopolítica envolvendo a Arábia Saudita. Também continuaram como focos de preocupação as questões relacionadas à desaceleração da economia chinesa e à política monetária dos Estados Unidos. Assim, as bolsas da Europa e dos Estados Unidos amargaram perdas, enquanto a procura por títulos do Tesouro dos EUA aumentou.
Balanços de empresas são esperados para hoje
A consolidação de um cenário mais positivo pode vir dos balanços que se iniciam nesta semana. Para esta quarta-feira (24) estão previstos os resultados de Vale, Fibria e Via Varejo. Prévias de analistas apontam baixa de 15% no lucro líquido da Vale ante o mesmo período do ano passado. Vale ON terminou o dia em queda de 2,78%, com influência das preocupações com a China. Já a maior alta do Ibovespa ficou com as units da Via Varejo (+9,92%). Fibria ON subiu 0,25%. As ações da Petrobras foram influência negativa por quedas superiores a 4% nos preços do petróleo, Petrobras ON e PN caíram 1,88% e 1,24%, respectivamente. Por outro lado, os papéis do setor financeiro subiram em bloco.
Dólar avança diante de aversão ao risco
O cenário externo adverso interrompeu uma sequência de queda dos dólar no pregão desta terça-feira, que fechou em alta de 0,36%, a R$ 3,7013. Na reta final para a eleição, as mesas de operação seguiram monitorando os eventos da corrida presidencial, mas a agenda foi fraca internamente e o dia foi marcado por aumento da aversão ao risco no mercado financeiro internacional, causado pela Itália, que teve a proposta de orçamento para o ano que vem rejeitada pela Comissão Europeia. O dólar chegou a bater em R$ 3,72 durante os negócios pela manhã e acabou desacelerando na parte da tarde, com a relativa melhora do quadro lá fora na parte da tarde.
Juros recuam nas taxas com prazos mais curtos
O movimento de correção dos juros futuros estimulado pelo cenário externo adverso perdeu força na última hora da sessão regular. As taxas curtas terminaram o dia em baixa e as longas, perto da estabilidade, preservando um viés de alta atribuído ao exterior. No fim da tarde as tensões se amenizaram e a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou a 7,39%, de 7,443% na segunda-feira no ajuste, e a do DI para janeiro de 2021 encerrou em 8,29%, de 8,344% no ajuste de segunda. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou em 9,42%, de 9,413%, e a do DI para janeiro de 2025 em 9,97%, de 9,942%.


