O Índice Bovespa iniciou maio registrando queda moderada, que resultou da combinação entre os ajustes técnicos em virtude do feriado da véspera e a cautela de sempre em torno da reforma da Previdência. Em terreno negativo desde a abertura, o indicador terminou o dia marcando 95.527,62 pontos, com baixa de 0,86%. Na análise por ações, um dos destaques negativos foram os papéis da Petrobras, que tiveram baixas de 1,50% (ON) e de 1,40% (PN), alinhados à forte queda dos preços do petróleo no mercado internacional. As cotações da commodity caíram entre 2% e 3% ainda influenciadas pela disparada nos estoques do óleo nos Estados Unidos.

Real perde valor ante a moeda americana

O dólar começou o mês de maio em alta. O real foi nesta quinta-feira (2) uma das moedas que mais perderam valor ante a divisa americana, com o mercado local repercutindo a reunião de quarta-feira do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O presidente da instituição, Jerome Powell, sinalizou que não há corte de juros no radar e frustrou investidores no mercado financeiro mundial. As mesas de operação monitoraram ainda os desdobramentos da reforma da Previdência. Pela manhã, o dólar chegou a superar os R$ 3,97 e, na parte da tarde, desacelerou o ritmo de alta, O dólar à vista terminou o dia em alta de 0,98%, a R$ 3,9596.

Juros futuros começam mês de maio estáveis

A correção que pressionou para cima os juros pela manhã desta quinta perdeu força no período da tarde, levando as taxas a fecharem estáveis ante os ajustes da terça-feira (30). A taxa do contrato de DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2020 fechou a sessão regular na mínima de 6,510%, ante 6,501% terça-feira no ajuste, e a do DI para janeiro de 2021 também encerrou na mínima, a 7,14%, ante 7,122% no ajuste de terça. A taxa do DI para janeiro de 2023 passou de 8,232% para 8,24% e a do DI para janeiro de 2025, de 8,752% para 8,76%. Alguns operadores acreditam que podem ter sido montadas posições ante a possibilidade de um número fraco da produção industrial.

Melhora no câmbio influencia no desempenho das taxas

Patricia Pereira, gestora de renda fixa da Mongeral Aegon Investimentos, afirma que passado o ajuste dos mercados à mensagem do Federal Reserve, na quarta, houve nesta tarde (quinta) um movimento de alívio relacionado à melhora no câmbio. As máximas do DI foram alcançadas no fim da manhã, em meio às operações de proteção contra o risco dos investidores antes do leilão de papéis prefixados do Tesouro. No fim da tarde, as taxas renovaram mínimas perto da estabilidade, atribuídas por alguns players a movimentos de antecipação ao dado da produção industrial de março nesta sexta que pode reforçar o pessimismo sobre o PIB do primeiro trimestre.

mockup