Cautela faz índice fechar em baixa de 1,94%
A aversão ao risco ganhou fôlego no período da tarde e o Índice Bovespa fechou em baixa de 1,94%, aos 74.711,80 pontos, menor patamar desde 11 de julho (74.398 pontos). Cautelosos com o risco de contágio das crises em países emergentes, investidores estrangeiros comandaram as ordens de venda de ações, que não pouparam nem mesmo papéis considerados defensivos. O cenário eleitoral doméstico também foi fator de cautela, mas permaneceu como pano de fundo, dada a escassez de notícias. Apesar da queda significativa, o volume de negócios somou R$ 8,2 bilhões, montante pouco abaixo da média das últimas semanas, sinalizando que não houve grandes movimentações de saída de recursos.

Crise da Argentina penaliza emergentes
A Argentina continuou no centro das atenções, em meio às negociações do governo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) Mesmo com os esforços do governo, o banco central argentino teve de promover novos leilões de dólares para tentar conter a queda do peso ante o dólar. Com a busca dos investidores pela segurança da moeda americana, as moedas de países emergentes foram penalizadas, assim como as bolsas desses países. Na Bovespa, as ações de empresas exportadoras continuaram como destaque de alta, assim como ocorreu na segunda-feira. Entre os papéis que fazem parte da carteira teórica do Ibovespa, as maiores altas foram de BRF ON (+3,09%), Suzano ON (+2,75%) e Marfrig ON (+2,32%).

Dólar fecha com leve alta, a R$ 4,1521
O dólar se manteve volátil nesta terça-feira, oscilando entre a mínima de R$ 4,1383 (-0,30%) e a máxima de R$ 4,1938 (+1,04%). Prossegue a pressão sobre as divisas emergentes, diante da crise argentina, enquanto, no cenário doméstico, persiste a cautela com a eleição presidencial de outubro, com o mercado à espera da pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo que deveria ser divulgada na noite desta terça. A moeda americana à vista fechou em leve alta de 0,04%, a R$ 4,1521. O giro financeiro foi de US$ 666,583 milhões. No campo externo, esta terça foi mais um dia de perdas para moedas fortes e emergentes ante o dólar, com as expectativas de aumento dos juros nos EUA na reunião do Federal Reserve (Fed) no fim do mês e volta dos temores de que a guerra comercial liderada por Washington prejudique o crescimento global.

Aversão ao risco também pressionou taxas de juros
Os juros futuros fecharam em alta nesta terça-feira, pressionados pela aversão ao risco que resultou em ganhos generalizados do dólar e em queda das bolsas, além da cautela antes da pesquisa de intenção de votos para presidente da República realizada pelo Ibope/Estadão/TV Globo. Na última hora, as ações foram o destaque entre os ativos domésticos, com o Ibovespa renovando mínimas e se firmando abaixo dos 75 mil pontos. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 8,86%, de 8,79% no ajuste anterior, a taxa do DI para janeiro de 2021 subiu de 9,99% para 10,11%. O DI para janeiro de 2023 fechou com taxa de 11,75%, de 11,60% no ajuste de segunda-feira. A taxa do DI para janeiro de 2025 encerrou a 12,46%, de 12,32%.

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