Ibovespa cai 1,84%, com cenário eleitoral no foco
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segunda-feira, 24 de setembro de 2018
Agência Estado 
Especulações alimentam cautela dos investidores
Depois de acumular ganhos superiores a 5% na semana passada - a melhor em mais de dois anos - o Índice Bovespa sucumbiu a um movimento de correções e terminou esta segunda-feira (24) em queda de 1,84%, aos 77.984,18 pontos. Não houve um gatilho específico para deflagrar as ordens de venda, mas a combinação entre o cenário internacional adverso e as especulações em torno do ambiente eleitoral doméstico. A expectativa pela pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo ajudou a alimentar a cautela do investidor, principalmente à tarde, quando o Ibovespa chegou a cair 2%. A queda foi generalizada na bolsa e, entre as 65 ações da carteira do Ibovespa, somente Ultrapar ON fechou em alta (+0,54%).
Perdas expressivas nos ramos financeiro e de energia
Entre as blue chips, as perdas mais expressivas ficaram com as dos ramos financeiro, de energia e siderurgia. A valorização dos preços do petróleo no mercado internacional sustentou as ações da Petrobras em alta durante boa parte do dia, mas os papéis acabaram por perder fôlego à tarde. Na análise por ações, foram destaque os papéis de Banco do Brasil ON (-2,78%), Itaú Unibanco PN (-2,49%) e Vale ON (-1,33%). Petrobras ON e PN se descolaram do petróleo e caíram 0,52% e 0,70%. A alta do dólar voltou a penalizar ações de empresas endividadas em moeda estrangeira, como Gol PN (-6,40%), e papéis do setor de varejo, como B2W ON (-4,50%).
Dólar termina o dia com alta de 0,93%, a R$ 4,08
O dólar voltou a subir e fechou em alta, com ganho de 0,93%, a R$ 4,0879, em um movimento de correção técnica após a moeda norte-americana cair nos três últimos pregões e fechar a semana passada com recuo de 2,75%. Operadores ressaltam que o cenário externo mais adverso e a expectativa pela divulgação da nova pesquisa do Ibope ajudaram a alimentar o tom de cautela nas mesas de operação nesta segunda-feira. Um dos temores dos investidores é que a pesquisa do Ibope confirme a tendência vista em algumas sondagens de instituições financeiras, que mostraram crescimento de Fernando Haddad. A moeda americana começou o dia de lado, alternando pequenas altas e baixas, e chegou a bater em R$ 4,03. No começo da tarde, o movimento de compra do dólar ganhou força e a divisa renovou sucessivas máximas, chegando a quase R$ 4,10.
Taxas de juros fecham com alta moderada
Os juros futuros fecharam a sessão regular desta segunda-feira em alta moderada, pressionados pelo mau humor do cenário externo e pela cautela com as pesquisas de intenção de voto para presidente que têm mostrado fortalecimento do candidato do PT, Fernando Haddad. Como na noite desta segunda, seria divulgada a pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo, o mercado preferiu evitar a exposição ao risco prefixado, o se traduziu também numa sessão de volume de negócios abaixo da média. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 8,44%, de 8,396% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2021 subiu de 9,616% para 9,65%. A taxa do DI para janeiro de 2023 terminou em 11,19%, de 11,145% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2025 passou de 11,804% para 11,87%.


