Ibovespa cai 1,33% com influência de bolsas de NY
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quarta-feira, 05 de dezembro de 2018
Agência Estado 
Dólar sobe
Ibovespa desce
Índices de Nova York caem e bolsa perde fôlego
O mercado brasileiro de ações sucumbiu diante das fortes perdas nas bolsas de Nova York e o Índice Bovespa terminou o dia em queda de 1,33%, aos 88.624,45 pontos. Com escassas expectativas de curto prazo no cenário doméstico, foram os movimentos do mercado internacional que determinaram o rumo das ações. O Ibovespa, que chegou a atingir máxima de 90.452,48 pontos pela manhã (+0,70%), perdeu fôlego já no início da tarde e renovou sucessivas mínimas até a última hora de negociação. Na mínima, chegou aos 88.041,23 pontos (-1,98%), enquanto os índices de Nova York caíam até o nível dos 3%.
Queda é generalizada entre ações do Ibovespa
O noticiário político interno, se não chegou a ter influência negativa sobre os negócios, tampouco incentivou a compra de ações. Por mais de uma vez no dia, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), disse que a votação do projeto de lei que destrava o megaleilão de áreas do pré-sal deve ser adiada novamente.
Entre as ações que fazem parte da carteira do Ibovespa, a queda foi praticamente generalizada. Vale ON caiu 2,27%, enquanto Petrobras ON e PN perderam 1,76% e 2,31%. O bloco financeiro teve novo dia de perdas, com Itaúsa PN (-1,47%) à frente. Em novembro, os investidores estrangeiros tiraram R$ 3,6 bilhões da B3.
Dólar fecha em alta de 0,37% negociado a R$ 3,8552
Após recuar pela manhã, impactado pela realização de leilão de linha pelo Banco Central, o dólar voltou a ter o ritmo ditado pelo cenário externo e fechou em alta de 0,37%, negociado a R$ 3,8552. A moeda ganhou força globalmente ante emergentes e, aqui, chegou a tocar os R$ 3,86, acompanhando um movimento de deterioração de todos os ativos brasileiros. Operadores ouvidos pelo Broadcast apontam que uma série de fatores contribuíram para a piora de humor externo, entre elas estremecimento entre EUA e Rússia em tratado nuclear, incertezas sobre a trégua americana com a China e a piora nas taxas dos Treasuries e no preço do barril de petróleo.
Principais taxas de juros futuros renovam máximas
Os juros futuros ampliaram a alta e as principais taxas renovaram máximas na reta final, ainda em linha com a deterioração no mercado de moedas de economias emergentes. O aumento da aversão ao risco tem como pano de fundo dúvidas sobre se o acordo fechado durante o fim de semana entre a China e os Estados Unidos, de suspensão de tarifas mútuas por 90 dias, é um compromisso firme. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 6,990%, de 6,942%, e a do DI para janeiro de 2021 subiu de 7,933% para 8,01%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou a 9,21%, de 9,073%, e a do DI para janeiro de 2025 avançou de 9,582% para 9,77%.


