Juros futuros (subiram)
Bolsa (desceu)

Ibovespa cai 1,04% à espera por desfecho do caso Bebianno

Índice fecha em baixa aos 96.509,89 pontos

À espera de um desfecho sobre o caso do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, o Ibovespa passou o dia todo em queda e renovou mínimas à tarde. Além da cautela com a crise política, a liquidez foi mais fraca por causa do feriado do Dia do Presidente dos Estados Unidos, que manteve o mercado americano fechado nesta segunda-feira (18). O índice fechou em baixa de 1,04%, aos 96.509,89 pontos. O giro foi de R$ 18,045 bilhões, sendo R$ 7,678 bilhões referentes ao exercício de contratos de opções sobre ações. Os temores são de que a crise política atrapalhe a articulação do governo para votação da reforma da Previdência.


Preferência pelo mercado doméstico faz dólar subir
Em dia de baixo volume de negócios no mercado de câmbio, por conta do feriado nos Estados Unidos, os investidores preferiram adotar posições defensivas e comprar dólar no mercado doméstico, fazendo a moeda americana fechar em alta de 0,79%, cotada em R$ 3,7344. No aguardo do desfecho da crise envolvendo Bebianno, e de uma agenda carregada no Brasil e no exterior nos próximos dias, as mesas de câmbio adotaram um tom de cautela. O economista-chefe do Citi no Brasil, Leonardo Porto, destaca que o episódio de Bebianno é importante, precisa ser monitorado, mas ressaltou que, por enquanto, não afeta a perspectiva de aprovação da Previdência.


Taxas de médio e longo prazo fecham em alta
Os juros futuros fecharam a sessão regular desta segunda (18) em alta nos contratos de médio e longo prazos, enquanto os curtos encerraram perto dos ajustes da sexta-feira (15). O avanço foi mais acentuado nos vencimentos a partir de 2023, mais sensíveis ao risco fiscal, refletindo os temores sobre o futuro da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da reforma da Previdência. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 6,395%, ante 6,370% no ajuste de sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2021 subiu de 6,931% para 7,00%. A taxa do DI para janeiro de 2023 avançou de 8,022% para 8,12% e a do DI para janeiro de 2025, de 8,531% para 8,66%.


"Caso Bebianno" foi condutor dos negócios domésticos
Numa segunda-feira em que os mercados norte-americanos estiveram fechados em função do feriado do Dia do Presidente nos EUA, o "caso Bebianno" foi praticamente o único condutor dos negócios domésticos, justificando também as perdas da Bolsa e a pressão no câmbio e liquidez fraca em todos os ativos locais. O ministro foi exonerado no fim da tarde. O porta-voz do governo de Jair Bolsonaro, Otávio Rêgo Barros, confirmou a saída do ministro do cargo. Bebianno é o protagonista da maior crise nos primeiros meses do novo governo, suspeito de irregularidades em campanhas do PSL e envolvido em rusgas com um dos filhos do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ).

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