Ibovespa bate novo recorde apesar de mau humor externo
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019
Agência Estado 
Subiu
Cielo
Desceu
Euro
Ibovespa bate novo recorde apesar de mau humor externo
Índice passa dos 97 mil
pontos pela primeira vez
O Ibovespa encerra a semana com mais um recorde histórico, o 11º de 2019. Pela primeira vez, marcou mais de 97 mil pontos nesta quinta-feira (24) e fechou na máxima, aos 97.677,19 pontos, em alta de 1,16%. O índice acumulou alta de 1,64% na semana e de 11,14% no ano. O giro financeiro foi de R$ 15 bilhões, pouco menor que a média diária de janeiro. O desempenho destoou do humor externo, onde autoridades internacionais veem uma deterioração das condições econômicas, sobretudo na Europa, e onde o investidor monitora as discussões sobre o Brexit, a persistente paralisação da administração americana e a falta de solução para a guerra comercial entre China e Estados Unidos.
Destaques são bandeira de
cartão e empresas de pedágio
Entre as maiores altas da carteira Ibovespa, o destaque foi a Cielo. A ação da empresa de transações com cartões valorizou-se depois que o Citi elevou de neutra para compra a recomendação para o papel e elevou o preço-alvo de R$ 13,80 para R$ 15,00, um potencial de crescimento de 47% sobre o fechamento de quarta (R$ 10,21). A instituição espera que os volumes de pré-pagamento da Cielo dobrem até 2020 ante 2018. Outro destaque foram as ações da Ecorodovias e da CCR, com a notícia de que o governador de São Paulo, João Doria, planeja renovar as concessões de rodovias administradas pela iniciativa privada no Estado que vencem até o fim do mandato dele, em 2022.
Dólar tem dia volátil e
fecha com leve alta
O dólar teve um dia volátil. O movimento refletiu o aumento de posições defensivas por conta do feriado pelo aniversário de São Paulo nesta sexta-feira (25), que fecha a B3 e o mercado futuro, muito mais líquido e que determina os preços no segmento à vista. A moeda americana também se fortaleceu no exterior, sobretudo por conta da forte queda do euro após o Banco Central Europeu (BCE) alertar de riscos negativos para o crescimento da região. O dólar à vista fechou em alta de 0,23%, a R$ 3,7709. O dólar para fevereiro subiu 0,15%, cotado em R$ 3,7730. O volume negociado no mercado futuro subiu para US$ 19,6 bilhões, um dos maiores dos últimos dias. No segmento à vista, somou US$ 1,4 bilhão.
Taxas de juros sobem
com ajustes por cautela
As taxas de juros negociadas no mercado futuro foram ajustadas para cima, com menor movimentação no cenário político doméstico e pela manutenção de cautela no ambiente internacional. Segundo analistas, a expectativa quanto ao andamento das reformas e medidas de ajuste fiscal manteve-se otimista, mas o espaço para redução dos prêmios é bastante limitado. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 teve taxa de 6,48%, ante 6,44% do ajuste de quarta. O DI para janeiro de 2021 projetou 7,21%, ante 7,18% do ajuste anterior. Para janeiro de 2023 ficou com 8,36%, ante 8,29%. Na ponta mais longa, para janeiro de 2025 terminou o dia com taxa de 8,89%, de 8,78%


