IBM quer dobrar receita até 2001
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quinta-feira, 17 de agosto de 2000
Maigue Gueths De Curitiba 
A IBM Brasil quer aumentar em 100% sua receita no sul do País até o final de 2001. Apesar de parecer uma meta difícil, uma vez que o setor de informática vem crescendo em média 15% ao ano, os números apresentados no segundo trimestre deste ano deixam os executivos da empresa otimistas. A IBM teve um aumento em sua receita de 35% em relação ao mesmo período de 1999, o que mostra que poderemos chegar à nossa meta, diz o gerente Regional Sul, Francisco Campos.
Em 1999, pelo quinto ano consecutivo, a IBM registrou recorde de receita, com US$ 87,5 bilhões. Embora Campos não tenha comentado os números no Brasil, é possível estimar o faturamento do braço brasileiro da empresa a partir dos dados mundiais. A receita no Brasil corresponde a 2% de todo o grupo, o que significa aproximadamente US$ 17,5 bilhões em 1999. A região sul, por sua vez, atende a 16% do mercado brasileiro, ficando com uma receita de US$ 2,8 bilhões. Ou seja, a IBM Brasil terá de aumentar em mais US$ 2,8 bilhões a sua receita até o final de 2001.
Para chegar a estes resultados, os executivos da empresa enumeram pelo menos dos pontos a seu favor: a grande presença nos três estados do sul e os constantes investimentos em pesquisas e novos produtos. Só no ano passado, segundo Campos, a IBM investiu US$ 6 bilhões em pesquisas, mantendo pelo sexto ano consecutivo o título de empresa com o maior número de patentes no mundo. Foram 2.760 patentes contra 1,6 mil da Canon, a segunda colocada.
Para o gerente da filial Curitiba Flávio Chiossi, esta é uma exigência da área da informática, cujos produtos tornam-se obsoletos muito rapidamente. Só vão sobreviver no mercado as empresas que souberem diversificar, investindo em pesquisas e novos projetos, diz. Para alcançar suas metas, a empresa também pretende diversificar sua atuação. Conhecida historicamente pela comercialização de hardwares, nos últimos anos a IBM vem intensificando sua atuação no setor de softwares e prestação de serviços.
É neste filão que Campos espera engordar os lucros na região sul. Um dos setores de serviços que deve despontar, para ele, é a contingência e recepção de negócios, ou seja, a prestação de assistência e suporte permanente a empresas, de modo a evitar possíveis colapsos no sistema e agilizar a volta à normalidade em casos extremos, como incêndios na área de processamento de dados ou contaminação por vírus. Outro setor é a aplicação a informática na engenharia civil, através dos chamados prédios inteligentes, totalmente informatizados.


