IBM defende expansão do sistema Linux no Brasil
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terça-feira, 31 de agosto de 2004
Clarissa Oliveira<br> Agência Estado 
São Paulo - A IBM defendeu ontem a expansão do software livre no mercado brasileiro. De acordo com o presidente da empresa no País, Rogério Oliveira, a adoção de plataformas abertas poderia ajudar a transformar o mercado nacional em um centro global para a exportação de serviços. Na visão do executivo, este seria o melhor caminho para impulsionar o setor de tecnologia no País.
''O Brasil está diante de uma oportunidade única de se transformar em um centro de exportação de serviços de tecnologia'', disse o executivo, que participou ontem da 9 Conferência sobre o Futuro da Tecnologia, promovida pelo instituto de pesquisas Gartner. ''A tendência da terceirização é crescente em todo o mundo, não apenas para a IBM, mas também para todas as empresas dessa indústria'', afirmou.
De acordo com Oliveira, a expansão do sistema operacional Linux e de outros padrões abertos ajudaria a criar uma ''cultura do desenvolvimento'' no mercado brasileiro de tecnologia. ''O Linux e outras plataformas livres podem servir de base para a expansão do País em direção à prestação de serviços'', disse o executivo. Ele observou que o Brasil poderia disputar esse mercado com a Índia, se soubesse explorar da forma correta as oportunidades. ''Na Índia, há uma saturação e uma exposição muito maiores. Enquanto isso, o Brasil tem um grande potencial a ser explorado'', afirmou.
Apesar dos argumentos, Oliveira não foi capaz de convencer o presidente da Microsoft, Emilio Umeoka, do potencial que o Linux teria de impulsionar o setor de tecnologia no Brasil. Umeoka afirmou que o Brasil já perdeu a chance de se tornar um grande exportador de serviços. Segundo ele, a oportunidade de crescimento está principalmente na exportação de sistemas embarcados. ''Acho que o Brasil já perdeu seu timing na exportação de serviços de TI (Tecnologia da Informação), já que a Índia está fortemente consolidada nessa área.''
Na visão da Microsoft, o software livre não é o melhor caminho para estimular o setor. ''Em vez disso, o Brasil deveria apostar na exportação de sistemas embarcados'', insistiu. Entre os exemplos citados por Umeoka, estão a venda de tecnologia bancária e de urnas eleitorais eletrônicas.


