O crescimento da Região Sul em termos de negócios é o mais agressivo para a IBM dentro da sua estratégia de expansão regional. A informação veio da líder de expansão regional da empresa no Brasil, Carla Queiroz. Tal cenário, segundo ela, foi decisivo para a instalação de um escritório da companhia este mês em Londrina.
Segundo o executivo regional da IBM no Paraná e Santa Catarina, Marco Lúcio Leitenski, a decisão de estabelecer estrutura física de apoio em um dos pólos de atuação só é feita depois de a empresa perceber que há um grande volume de negócios sendo realizados. Anteriormente, Londrina já contava com profissionais de vendas e técnicos trabalhando em home office. ''Quando entendemos que há um número grande de negócios, não só os profissionais baseados, mas também funcionários da IBM, parceiros começam a estar bastante presentes na região'', completa Leitenski.
A decisão faz parte do plano de expansão regional da IBM que, recentemente, estendeu para mais quatro pólos a sua atuação este ano: Passo Fundo e Pelotas, no Rio Grande do Sul, Chapecó, no oeste catarinense, e Cascavel, no Paraná. Também foi firmada parceria de revenda com a maringaense Aldo, no ano passado. Dentro do Estado, a empresa tem filial em Curitiba.
Na visão do executivo regional, o mercado de Tecnologia da Informação (TI) no Paraná é ''cada vez mais pujante e, assim como no resto do país e do mundo, cresce acima da taxa do PIB.''
Além disso, o empresariado local adota cada vez mais novos conceitos tecnológicos. Leitenski cita que a inovação em indústrias no setor de cooperativa, serviços, manufatura e bens de consumo, está muito forte na agenda dos executivos.
Fora capitais
''Quando olhamos para o Brasil, vemos que São Paulo cresce muito, mas outras regiões crescem em taxas até mais aceleradas'', destaca a líder de expansão regional da IBM Brasil, Carla Queiroz. Hoje, as regiões fora das capitais do eixo Rio-São Paulo representam 54% do mercado potencial de TI no País, de acordo com o instituto de pesquisa IDC. Por este motivo, desde o ano passado a empresa criou mais 35 pólos de atuação pelo país e fechou 30% mais parcerias.
A escolha dos locais para a expansão regional da IBM levam em conta quarenta e cinco critérios dividos em cinco grandes blocos - economia relacionada ao negócio, indicadores macroeconômicos, finanças públicas, indicadores sociais e mercado local de TI. De acordo com Carla, a expansão regional tem participação de 15% sobre os resultados nos países emergentes. Em 2015, a companhia quer que esta participação aumente para 30%.

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