IBGL é inaugurado com a proposta de ser uma escola de negócios
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sexta-feira, 11 de outubro de 2019
Simoni Saris - Grupo Folha 
Em uma época dominada pela tecnologia, na qual as informações circulam em alta velocidade, o conhecimento se renova no mesmo ritmo. Para os empresários, manter-se atualizado é uma questão de sobrevivência no mercado.

Com o objetivo de dar suporte à classe empresarial, um grupo de profissionais formado por executivos, gestores e empresários fundou o IBGL (Instituto Brasileiro de Gestão e Liderança), uma escola de negócio que propõe uma ruptura com o modelo clássico de aprendizado e por meio da qual os empresários são convidados a enxergarem seus negócios por outro prisma.
“Nosso objetivo é educar a classe empresarial, dar suporte e apoio. Uma maneira é o braço da consultoria, onde nós temos um time para ajudar diretamente as organizações. Entendemos que as habilidades e competências do passado não são suficientes para perpetuar um negócio. Há uma necessidade de se reinventar, qualquer que seja a área de atuação da empresa”, explicou o fundador do instituto, Fabiano Zanzin.
A necessidade de se recriar a todo tempo, disse ele, é reforçada por um estudo recente que atesta a redução do “prazo de validade” do conhecimento. “Uma pesquisa publicada recentemente mostra que, em um passado não tão distante, as habilidades e os conhecimentos tinham validade de 30 anos. Hoje, não passa de quatro anos. Se em quatro anos você não se reinventar totalmente, você está fora do mercado.”
O instituto mantém um corpo docente formado por executivos, gestores e empresários, permitindo que um profissional aprenda com outro profissional, longe do formato acadêmico clássico. “A ideia é essa troca de experiência porque não tem mais receita pronta. Hoje em dia o mercado é muito dinâmico, volátil, muda todo dia”, destacou Zanzin.
SUCESSÃO
O IBGL foi inaugurado nesta quinta-feira (10) com uma palestra com Mário Gazin, fundador da rede de lojas Móveis Gazin, uma das maiores redes de varejo do País. Há cinco anos o empresário afastou-se quase que totalmente dos negócios e hoje se dedica primordialmente a ajudar pessoas e instituições e também às palestras em faculdades brasileiras, onde relata sua experiência no mundo empresarial a estudantes de administração e ciências contábeis. “Eu não sei bem explicar como é isso, mas hoje eu tenho mais folga, mas não tenho tempo”, reflete. “Hoje, na Gazin, eu faço meio por cento do que eu fazia.”
Durante o evento desta quinta-feira, o empresário fez o pré-lançamento de seu quarto livro, "Sucessão Decisiva e Necessária: os desafios de vencer a primeira sucessão empresarial do Grupo Gazin". Escrito por Elias Awad, a obra narra a experiência do empresário na solução de uma das questões que mais afligem as empresas longevas. “A sucessão é uma coisa interessante. Você monta uma empresa pensando que é para você, mas não é. Toda empresa familiar tem que ter uma holding. Você escreve tudo o que você quer, divide os bens, não precisa de inventário”, ensina. “Eu criei uma holding em Douradina (cidade onde surgiu a primeira loja do grupo, na Região Metropolitana de Umuarama), que na época tinha 8 mil habitantes. Não sabia nada e fui estudar. Se tivesse que dar um conselho, diria para não esperar ficar velho para fazer uma holding. Foi o que eu fiz e deu tudo certo.”
EXPERIÊNCIA
Gazin fundou a empresa em 1966. A primeira loja foi comprada com o dinheiro da venda de um jipe que pertencia ao pai dele, o único bem de valor da família. De lá para cá, os negócios só se expandiram, mesmo tendo atravessado períodos de grande turbulência econômica, como no início dos anos 1990, durante o governo do presidente Fernando Collor de Mello. Por isso, quem está reticente em empreender no momento atual de crise, recebe do empresário um incentivo.
“Quem começou em 2012, 2013, está passando apertado porque começou na época da fartura. Agora, 75% dos brasileiros estão endividados, mas a hora de começar empresa é na crise. Quem está começando tem uma facilidade muito grande porque vai começar apertadinho e esse apertadinho faz com que a pessoa vá muito mais além. O Brasil é um país que tem muita esperança, muitas oportunidades pela frente.”


