IBGE vê sinais de desaceleração
Em entrevista para divulgar a pesquisa, o coordenador do IBGE, Cimar Azeredo, ressaltou que há sinais de desaceleração do desemprego. No trimestre encerrado em abril de 2016, o aumento do número de pessoas procurando emprego com relação ao ano anterior foi de 42%. Neste, foi de 23,1%.
Na comparação com o trimestre anterior, encerrado em janeiro, houve aumento de 1,8% no número de trabalhadores na indústria, que chegou a 11,476 milhões de pessoas. "Podem ser sinais de que a procura por emprego está reduzindo", afirmou Azeredo, que preferiu ter cautela ao falar sobre uma possível recuperação, alegando que o atual cenário político e econômico pode ter ainda impacto no mercado de trabalho.
Na comparação trimestral, houve grande queda ainda nos setores de construção (-4,1%, ou 291 mil pessoas) e agricultura (-2,4%, ou 218 mil pessoas).
O rendimento médio trabalhador, de R$ 2.107, ficou estável, diz o IBGE, tanto na comparação com o mesmo trimestre de 2016 quanto com o trimestre móvel anterior, encerrado em janeiro. Neste último caso, houve aumento apenas no grupo dos empregados domésticos, de 1,9%, refletindo o reajuste do salário mínimo. (Folhapress)





