O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está preparando o lançamento de nova Pesquisa Industrial Mensal (PIM), mais atualizada e abrangente do que a atual. A base da pesquisa atual está estacionada no tempo, nos dados do Censo Econômico de 1985, e não espelha, por exemplo, a indústria automobilística no Paraná, a produção de telefones celulares e os fortes avanços ocorridos nos últimos anos de segmentos como as indústrias de edição e impressão.
''Uma das críticas que se faz à pesquisa é de que, embora tenha um indicador em termos nacionais bastante bom, quando se desce para as unidades da federação ela já pode ser falha'', reconhece a diretora de pesquisas do IBGE, Martha Malard Mayer.
Segundo o chefe do Departamento de Indústria, Silvio Salles, os impactos mais relevantes deverão ser justamente nos indicadores regionais, citando que algumas das mudanças do setor industrial já puderam ser acopladas no painel nacional da pesquisa.
Os resultados da nova pesquisa deverão ser divulgados no segundo semestre do ano que vem. Antes disso, ela rodará por alguns meses junto da antiga, para comparação dos resultados. A pesquisa ganhou destaque particular no último mês de agosto, quanto entrou no meio do debate sobre as estimativas do IBGE para evolução do PIB do segundo trimestre.
Os números do PIB foram considerados, à época, discrepantes com dados como o aquecimento demonstrado pela pesquisa industrial. No início de outubro, as projeções do PIB foram recalibradas para cima. Na prática, a atualização da PIM é a última etapa da reformulação do quadro de estatísticas econômicas do IBGE, iniciada em meados dos anos 90.

mockup