IBGE eleva em 2 milhões de t a safra agrícola de 2001
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quinta-feira, 29 de março de 2001
Agência Estado Do Rio 
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) elevou para 93,6 milhões de toneladas a estimativa da safra agrícola deste ano, segundo pesquisa realizada em fevereiro e divulgada ontem pelo órgão. A estimativa anterior, de janeiro, projetava uma safra de 91,6 milhões de toneladas. A elevação foi resultado da expectativa da segunda safra do milho, que deverá crescer 44,10% sobre o ano passado, atingindo 5,8 milhões de toneladas, contra 4 milhões de toneladas em 2000.
O chefe do departamento de agropecuária do IBGE, Carlos Alberto Lauria, destaca também na pesquisa de fevereiro a queda prevista na produção do feijão primeira safra (-4,05%) e do arroz em casca (-4,69%) para este ano. Segundo ele, essas reduções na previsão ocorreram devido à falta de chuvas nas regiões produtoras, especialmente na Bahia, onde deverá ocorrer queda de 54% na produção de arroz e de 44,7% no feijão primeira safra.
De acordo com Lauria, a produção de arroz e feijão no País deverá estar bem próxima do consumo neste ano, mas não haverá forte impacto nos preços ou necessidade de volume significativo de importações. No caso do feijão, a expectativa é que, na soma das três safras, a produção alcance 2,8 milhões de toneladas, para um consumo estimado em 2,9 milhões de toneladas. A produção de arroz deverá chegar a 10,6 milhões de toneladas, inferior às 11,1 milhões de toneladas do ano passado. O consumo no País atinge, segundo Lauria, 11,7 milhões de toneladas.
Alguns produtos melhoraram bastante a expectativa da safra deste ano sobre o ano passado, na estimativa do IBGE. São eles o algodão herbáceo (16,10%), o feijão em grão segunda safra (4,53%), a soja (8,59%), o milho em grão primeira safra (23,39%) e o já citado milho em grão segunda safra (44,10%).
Em termos regionais, a pesquisa do IBGE aponta que, na safra deste ano, apenas a região Norte deverá apresentar redução de 1,12% sobre o ano passado. Nas demais regiões, o desempenho será positivo com aumentos projetados de 6,32% para o Nordeste, 21,73% para o Sul, 6,51% no Sudeste e 6,86% no Centro-Oeste.
A região Sul responde pela maior participação na safra total do País, com 46,37%. Em seguida vêm o Centro-Oeste (29,34%), o Sudeste (12,99%) e o Norte (2,48%). A estimativa do IBGE para a safra anual é revisada mensalmente até dezembro.


