IBGE confirma safra recorde em 2014 no Brasil
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sábado, 10 de janeiro de 2015
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
Uma safra em evolução, e com volume recorde. É o que aponta o 12ª estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, o Brasil colheu 192,8 milhões de toneladas de grãos em 2014, elevação de 2,4% em comparativo aos 188,2 milhões de toneladas da safra do ano anterior. Os dados fazem parte do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA).
Arroz, milho e soja - os três principais produtos da pesquisa - representaram 92% da estimativa da produção. No comparativo com 2013, houve acréscimos de 3,3% no volume produzido de arroz, 5,8% para a soja e diminuição de 2,2% para o milho. A distribuição entre os estados do volume dos grãos ficou a seguinte: Mato Grosso (24,5%), Paraná (18,5%), Rio Grande do Sul (14,9%), Goiás (10,2%), Mato Grosso do Sul (7,7%) e Minas Gerais (6,1%).
O Paraná não repetiu o desempenho nacional e fechou a produção em retração. Segundo o LSPA de dezembro, o Estado produziu 35,6 milhões de toneladas em 2014, contra 36,4 milhões no período anterior, ou seja, queda de exatos 2,4% no volume. Em relação à área plantada, se a média nacional avançou 6,6% - de 52,8 milhões de hectares (ha) para 56,3 milhões de ha o Estado viu a sua área semeada crescer apenas 2,2%, de 9,4 milhões de hectares para 9,6 milhões.
As culturas que acabaram puxando para baixo os percentuais do Estado foram o milho e a soja. Em 2014, a produção do cereal ficou em 15,72 milhões de toneladas, queda de 10,1% frente aos 17,48 milhões de toneladas produzidas em 2013. Já a oleaginosa sofreu retração de 7%: de 15,92 milhões de toneladas para 14,8 milhões. O feijão, em contrapartida, subiu de 690,8 mil toneladas em 2013 para 830,3 mil toneladas no ano passado, alta de 20,2%. Nem o trigo, com aumento na produção em 2014, salvou os percentuais: de 1,87 milhão de toneladas para 3,72 milhões, alta de 98,4%.
De acordo com Marcelo Garrido, economista do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Paraná (Seab), a estiagem que atingiu o Estado em janeiro do ano passado foi a principal vilã da retração produtiva, principalmente no que se trata da soja. "O Deral calculou uma perda de dois milhões de toneladas de soja. No principal mês de enchimento dos grãos, ocorreu aquela estiagem. Outro ponto negativo foi a redução da primeira safra de milho e a estabilidade na segunda safra", avalia ele.
Entretanto, mesmo com queda percentual, Garrido avalia 2014 como um ano bom para os produtores paranaenses. "Principalmente para aqueles que investiram na soja. Os preços não estavam tão bons como 2013, mas continuaram rentáveis aos produtor", complementa o economista.



