Curitiba - O crescimento da indústria paranaense está resultando na maior oferta de empregos criados. No mês de maio, o emprego industrial cresceu 3,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os setores que mais criaram empregos foi o do vestuário, que se destaca com a elevação de 16,3% no número de vagas, seguido do setor de alimentos e bebidas, que cresceu 4,2%. O índice do Estado foi superior à média nacional que teve acréscimo de 1% no mesmo mês.
O índice, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) coloca o Paraná no terceiro lugar do ranking dos Estados e regiões que mais criaram vagas no setor industrial brasileiro. O Estado de Minas Gerais teve aumento de 3,8% no emprego industrial, seguido da região Norte e Centro-Oeste, com aumento de 4,8%.
No período acumulado de janeiro a maio deste ano, os setores que mais geraram empregos industriais no Estado inverteram a ordem. O setor de alimentos e bebidas aumentou em 6,5% o número de vagas na indústria, seguido do setor de máquinas (tratores e implementos agrícolas) e equipamentos, responsável pelo aumento de 6,9% no número de vagas.
A criação de mais empregos resultou no aumento de renda. De acordo com a pesquisa do IBGE, a massa salarial no Estado aumentou 9,5% em média. O setor de alimentos e bebidas puxou essa expansão, com o aumento de 17,9% nos salários.
A pesquisa identificou ainda que a indústria paranaense pagou 2,8% a mais de horas extras no mês de maio, índice que ficou abaixo da criação do nível de emprego que foi de 3,6%. O setor de vestuário teve expansão de 9,6% nas horas pagas. No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, a indústria pagou 1,5% a mais, índice que também ficou acima do número de empregos criados que teve uma elevação de 2,8% no período.
De acordo com o IBGE, isso mostra que as indústrias do Estado estão contratando mais do que recorrendo a horas-extras de seus funcionários. Os indicadores apontam que o crescimento da economia no Estado está gerando contratações mais efetivas.

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