Curitiba - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou ontem que a safra brasileira de grãos, leguminosas e oleaginosas poderá atingir 99,3 milhões de toneladas este ano. Ela poderia ultrapassar com folga a barreira dos 100 milhões de toneladas, se não houvesse a quebra de quase 10% na produção de grãos na região sul do País. Só no Paraná, o milho da safrinha teve uma redução de 40% na produção, informou o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.
O IBGE destaca que todas as regiões do País estão registrando expansão na produção agrícola. Mas no Paraná a seca prejudicou o desenvolvimento do milho safrinha e posteriormente das lavouras de trigo, disse a engenheira agrônoma do Deral, Vera da Rocha Zardo. Segundo ela, o Deral anuncia hoje o resultado da produção de trigo deste ano no Norte do Paraná. A técnica adianta que a região teve quebras em função da seca, mas salienta que essas perdas podem ser compensadas se a produtividade das demais áreas produtoras for alta.
A pesquisa do IBGE feita no mês de junho indica que a região sul do País está colhendo 44,52 milhões de toneladas; o Centro-Oeste 31,14 milhões de toneladas; o Sudeste 14,4 milhões de toneladas; o Nordeste 7 milhões de toneladas; e a Região Norte 2,22 milhões de toneladas. O instituto destaca que houve expansão nas produções agrícolas das regiões Norte (7,4%), Nordeste (25%), Sudeste (13,5%) e Centro Oeste (8,3%). A Região Sul teve queda de 10% na produção.
No Paraná, só este ano a produção de milho apresenta uma queda de 3,2 milhões de toneladas em relação ao ano passado. No ano passado foram colhidas 12,6 milhões de toneladas entre o cultivo da primeira safra e safrinha. Este ano, estão sendo colhidas 9,4 milhões de toneladas. Essa diferença não foi compensada pela expansão do cultivo da soja, que provocou um adicional de 836 mil toneladas no volume total de produção do grão.
A técnica do Deral explica que o rendimento do milho é bem maior em volume de produção do que a soja. Como os produtores paranaenses optaram em plantar mais soja na safra passada, em detrimento de uma redução na área de milho, o resultado da produção é bem menor.

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