O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de março registrou inflação de 0,49%, taxa inferior à apresentada em fevereiro, que foi de 0,54%. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O recuo foi resultado, principalmente, da retração do preço das roupas, que estão em liquidação no varejo, segundo a chefe do Setor de Índice de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos.
A expectativa da técnica do IBGE para abril é de que a variação de preços continue positiva, mas, apesar disso, a estimativa é de que a taxa do INPC apresente inflação inferior a apurada em março. Eulina acredita que os preços dos alimentos terão reajustes menores dos registrados em março e terão impacto menor sobre a oscilação do INPC. Em março os alimentos subiram 1,01%. ‘‘Em abril a variação deve ficar abaixo de 1%’’, disse.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março também foi inferior ao de fevereiro, apresentando taxa de 0,34%. Em fevereiro, O IPCA ficou em 0,46%. O INPC acumulado no primeiro trimestre contabiliza inflação de 1,89% e o IPCA, de 1,52%.
FipeApós dois meses de deflação, os preços voltam a subir em São Paulo. A previsão da Fipe é que neste mês os paulistanos vão pagar, em média, 0,40% a mais do que pagaram em março por bens e serviços adquiridos. O retorno da inflação já ficou evidente na evolução dos preços na primeira quadrissemana de abril, ou seja, nos últimos 30 dias terminados em 7 deste mês. Os preços ficaram praticamente estáveis neste período, com queda de apenas 0,02%. Em março, a deflação tinha sido de 0,23%. O retorno da inflação se deve basicamente a vestuário, diz Heron do Carmo, coordenador do IPC (Indice de Preços ao Consumidor) da Fipe.

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