IBGE apura queda de 1,5% da produção industrial em junho
A produção industrial brasileira teve redução de 1,5% em junho, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda, ocorrida logo após um crescimento de 4,2% em maio, fez com que o índice relativo aos últimos 12 meses ficasse estável, com crescimento somente de 0,9% neste período. Apesar da redução, o nível de produção de junho foi o segundo mais alto do ano, e ficou 1,1% acima do nível médio de 1997.
A comparação de junho deste ano com o mesmo mês de 1997 mostrou que o índice de produção industrial ficou praticamente estável, com aumento 0,2%. A estabilidade também marcou a produção industrial do primeiro semestre do ano, quando foi registrada uma queda de apenas 0,2%. A queda da produção entre maio e junho atingiu 16 dos 20 ramos da indústria pesquisados.
O chefe do Departamento da Indústria do IBGE, Silvio Sales, disse que a recuperação da indústria brasileira depende da reação do setor de produção de bens duráveis, como automóveis e eletrodomésticos, a área que mais sofreu os efeitos da crise asiática em outubro. Um crescimento da produção de 2% este ano é uma meta impossível, para o coordenador-adjunto de Política Econômica da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Flávio Castello Branco. Não acredito que voltemos ao patamar de vendas do ano passado, afirmou.
Castello explicou que, apesar da redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros, ainda há entraves para o consumo interno voltar a crescer, como o baixo nível de rendimentos e a inadimplência alta, consequências do desemprego.Arquivo FolhaRecuo acontece após o crescimento de 4,2% registrado em maioAgência Estado





