A produção industrial brasileira de janeiro a maio deste ano foi 6,6% maior do que a do mesmo período do ano passado, divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento de maio deste ano ante igual mês do ano passado foi de 6,1%. É o décimo mês consecutivo em que a produção industrial cresce, depois da recessão do primeiro semestre de 1999. A atual expansão da produção deve continuar. ‘‘Os sinais gerais são de que o mercado interno vai sustentar a trajetória de crescimento industrial’’, disse o chefe do Departamento Industrial do IBGE, Sílvio Sales. Ele citou números da Associação Comercial de São Paulo que indicam aumento de vendas em junho e queda de 9,5% na inadimplência. Além disso, a expectativa do comércio é que o prazo médio de crédito chegue a 12 meses.
O economista do IBGE lembrou que o aumento do prazo de pagamento e a redução dos juros ao consumidor são fatores importantes para aumentar a venda de bens de consumo duráveis, como carros e eletrodomésticos. A produção, neste segmento, aumentou 21,4% nos primeiros cinco meses deste ano, sendo que o crescimento na indústria automobilística foi de 24,2%, quase o mesmo que o de eletrodomésticos, de 24,5%. A produção de motocicletas subiu 27,2%.
Esse tipo de indústria é consumidora de produtos do complexo metal-mecânico, que foi responsável por 4,2 pontos porcentuais dos 6,6% de expansão da produção industrial geral. Os segmentos deste complexo tiveram crescimento alto: material de transporte, 18,6%; metalúrgica, 9,2%; mecânica, 13,2%; e material elétrico e de comunicações, 9,3%. Vários dos produtos desses segmentos são usados na produção de outras categorias da indústria, como os bens de consumo duráveis e os bens de capital, que cresceram 7,5% no período. (AE)

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