A taxa média de desemprego subiu para 6,6% da PEA (População Economicamente Ativa) em outubro, divulgou ontem o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em julho, agosto e setembro deste ano o desemprego havia ficado em 6,2%.
Em relação a outubro do ano passado, porém, houve queda. Na época, o desemprego aberto havia ficado em 6,8%. A taxa é calculada pelo IBGE nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
Economistas avaliam o aumento do desemprego brasileiro no final deste ano como consequência da crise de energia, da alta do dólar e da desaceleração do crescimento internacional, especialmente após os atentados terroristas de 11 de setembro nos EUA.
De acordo com o IBGE, o número de pessoas que procuram emprego aumentou em outubro. Mas a oferta de trabalho não cresceu para absorver esse contingente de pessoas. Até setembro, o IBGE justificava a estabilidade na taxa de desemprego devido à desistência do desempregado em procurar trabalho fenômeno conhecido como desalento.
Agora, os ''desalentados' resolveram voltar a procurar emprego mas não encontraram uma colocação, segundo a consultora do IBGE, Shyrlene Ramos de Souza. Na média, até outubro, o desemprego atingiu 6,3% da população economicamente ativa nas seis regiões pesquisadas. No mesmo período do ano passado, havia ficado em 7,5%. O nível de pessoas ocupadas caiu 0,5% em relação a outubro do ano passado.
A região metropolitana de Recife foi a que apresentou a maior taxa de desemprego no mês de outubro, atingindo 8,9% da força de trabalho. Também ficaram acima da média nacional de 6,6%, as regiões de Salvador (7,9%), Belo Horizonte (7,4%) e São Paulo (7%).
As taxas apuradas no Rio de Janeiro e Porto Alegre, apesar de terem aumentado entre setembro e outubro, apresentaram as menores taxas entre as demais regiões, com 4,6% e 5,9%, respectivamente.

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