Curitiba O Paraná está entre os estados brasileiros que tiveram a maior expansão de postos de trabalho na indústria no mês de setembro, na comparação direta entre demissões e vagas criadas. Enquanto a média brasileira foi de crescimento de 0,8%, o Paraná registrou aumento de 2,3%. O índice paranaense é menor apenas do que o da região Norte e Centro-Oeste. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado do Paraná no acumulado do ano também mantém média positiva de 2,7%. Nos últimos 12 meses, segundo a pesquisa, o Estado acumulou um crescimento nos postos de trabalho de 2,6%. Os índices são considerados satisfatórios para o Estado. Na média brasileira, os números de setembro não foram suficientes para reverter o quadro negativo apresentado no acumulado do ano e dos últimos 12 meses, respectivamente -0,4% e -0,3%.
Os ramos de atividade industrial que tiveram maiores impactos negativos na média nacional foram vestuário (-7,0%), minerais não metálicos (-7,6%), têxtil (-5,9%), calçados e couro (-5,2%). No Paraná as maiores contratações foram realizadas pelo setor de alimentos e bebidas, que alcançou taxa de crescimento de 13,2%.
Apesar da quantidade de empregos ter aumentado no Paraná, o valor real da folha de pagamento caiu -3,8% em setembro, se comparado ao mesmo período do ano passado. O acumulado do ano ficou em -5,5% e nos últimos 12 meses, de -3,5%. A situação da média dos demais estados brasileiros é ainda pior. O Brasil teve queda na folha de pagamento de setembro de -4,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O acumulado do ano ficou em -5,8% e nos últimos 12 meses, em 5,1%.
A única região com expansão na folha de pagamento foi a Norte e Centro Oeste, com crescimento de 4,2%. Nas indústrias de papel de gráfica (-14,9%) foram observadas as quedas de maior impacto. Apenas as indústrias produtoras de alimentos e bebidas (3,5%), produtos químicos (2,2%), borracha e plástico (2,2%) e metalurgia básica (0,1%) tiveram ganhos reais na folha de pagamento.
Outro item analisado pela pesquisa foi o total de horas pagas. Na média nacional, houve um crescimento de 1,9% em setembro com relação ao mês anterior. No entanto, se comparado ao ano anterior, houve queda de -0,9%. No ano, a queda acumulada foi de -0,8% e nos últimos 12 meses, de -0,6%. O Paraná teve resultado inverso do nacional. Em setembro, houve crescimento de horas pagas de 3,6% em setembro se comparado ao ano anterior. No acumulado do ano, a melhoria de pagamento foi de 3,6%. Nos últimos 12 meses, o crescimento da quantidade de horas pagas foi de 3,5%.

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