IBGE apura alta da produção industrial
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terça-feira, 09 de maio de 2000
Agência Folha Do Rio de Janeiro 
A produção industrial brasileira cresceu 8% no primeiro trimestre de 2000, em comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação ao último trimestre de 1999, o desempenho da indústria aumentou 1,5%. Os dados foram divulgados ontem, no Rio, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A pesquisa mostra que em março deste ano, em comparação a março do ano passado, o aumento da produção industrial foi de 3,9%. No acumulado dos últimos 12 meses, observa-se também um crescimento: de 1,4%, em fevereiro, para 1,9%, em março.
Pelo critério de indicadores ajustados sazonalmente descontando os picos de crescimento e queda típicos de cada mês a mesma pesquisa aponta uma queda de 5,3% na produção industrial de março, em relação a fevereiro.
A queda se explica pelo fato de que o Carnaval, este ano, ocorreu em março e não em fevereiro. Nos últimos 16 anos, o Carnaval somente foi comemorado no mês março em 1987, 1991 e 2000.
Na avaliação do chefe do Departamento de Indústria do IBGE, Sílvio Sales, os números do trimestre revelam um movimento de recuperação da atividade industrial, iniciado nos últimos meses de 1999.
A indústria de transformação que abrange mais de 90% da indústria geral registrou crescimento pelo segundo semestre consecutivo, acumulando um aumento de 5,5%. Desde meados de 1997, a indústria não apresentava um crescimento por dois trimestres consecutivos. Esses dados reforçam a possibilidade de recuperação da produção industrial ao longo do ano, afirmou Sílvio Sales.
O setor que registrou a maior alta no primeiro trimestre do ano foi o de material de transporte (18,5%), ficando bem acima do crescimento da média da produção industrial (8,0%). Este desempenho foi apoiado pelos aumentos da produção automotiva (28,%) e do segmento de autopeças (16,2%).
Também apresentaram crescimento acima da média as demais indústrias que integram o complexo metal-mecânico, que são os setores metalúrgico (11,6%), mecânico (12,8%) e de material elétrico e comunicações (11,7%).


