IBGE aponta alta de 0,95% na inflação
Agência Estado
Do Rio de Janeiro
A inflação de novembro ficou em 0,95%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) adotado para fixar as metas de inflação que o Banco Central (BC) tem de atingir neste e nos próximos dois anos. Embora a taxa tenha caído em relação a outubro, quando chegou a 1,19%, o índice acumulado de janeiro a outubro chegou a 8,29% número já superior à meta de 8% deste ano definida pelo Banco Central.
A meta foi ultrapassada, mas é pouco provável que a inflação deste ano supere os 10% o limite da margem de erro para a política monetária do BC. Para que este teto fosse atingido, seria preciso que o IPCA de dezembro ficasse em 1,57%. Mas a gerente do Sistema de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, acredita que é mais provável que a inflação caia neste mês em relação à novembro.
As razões enumeradas para o recuo da inflação neste mês são os menores reajustes dos alimentos, como ocorreu em novembro, a baixa probabilidade de aumento dos combustíveis e o fato de os preços das roupas e calçados terem tido seu pico ainda em outubro. Por essas características, podemos admitir uma queda, declarou.
As variações dos preços dos alimentos e dos combustíveis contribuíram com 0,67% do índice total de 0,95% do IPCA. E, embora o reajuste de 1,35% dos alimentos em novembro tenha sido inferior aos 1,77% de outubro, o grupo de produtos ainda teve peso de 0,30 ponto percentual no índice. Os aumentos da gasolina (4,60%) e do álcool combustível (30,3%) tiveram maior peso e contribuíram com 0,37%.
Itens que tiveram grandes reajustes em outubro reverteram a tendência em novembro. A alta do vestuário foi de 0,61%, variação menor do que a de 1,04% do mês anterior. Os preços dos remédios, que subiram 0,40% em outubro, aumentaram só 0,24% em novembro.
Eulina avaliou que a inflação, neste ano, sofreu pressões diferentes no primeiro e no segundo semestre. Na primeira metade do ano, o IPCA foi pressionado pela desvalorização do real, com grandes aumentos dos alimentos em fevereiro especialmente os cotados em dólar e nos outros produtos em seguida.
No segundo semestre, o maior impacto no índice foi provocado pelos problemas climáticos, que prolongaram a entressafra e causaram nova alta dos alimentos. O reajuste das tarifas públicas, principalmente em julho e agosto, também elevaram o IPCA na segunda metade do ano.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ficou em 0,94% em novembro, segundo o IBGE. O número também foi menor do que o de outubro, quando a taxa chegou a 0,96%. O INPC mede o custo de vida de famílias com renda entre um e oito salários mínimos, enquanto o IPCA acompanha a inflação para famílias que recebem de um a 40 salários mínimos por mês. O INPC acumulado neste ano está em 7,36%.





