IBGE: 8,3% das empresas do País são de alto crescimento
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Andréa Bertoldi com agências<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mapeou, pela primeira vez, as empresas consideras de alto crescimento e constatou que o grupo representava, no período de 2005 a 2008, 8,3% das firmas com mais de dez empregados instaladas formalmente no País. Juntas, elas geraram 2,9 milhões de empregos formais nesses três anos - ou 57,4% do total de vagas criadas.
Estão nesse rol companhias que registraram por três anos consecutivos uma expansão de, ao menos, 20% no seu quadro de funcionários. Tal critério é adotado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e passou a ser usado pelo IBGE no estudo Demografia das Empresas de 2008, feito a partir do Cadastro Geral de Empresas do instituto e divulgado ontem.
No Paraná, as empresas eram 4.661 unidades locais (que representam cada loja ou fábrica, considerando cada uma das filiais) com alto crescimento em 2008 que empregavam 262.991 pessoas, o maior número de companhias na indústria de transformação (1.051) e no comércio (1.757). O maior número de empregos também estava nas indústrias (103.882 vagas), comércio (44.716) e construção (32.329). O Estado tinha no mesmo ano 1.405 unidades locais gazelas com 63.531 funcionários. No Brasil, eram 12.359 empresas gazelas com 1,281 milhão empregados. Estas empresas são as de alto rendimento e que, no primeiro ano em que apresentaram crescimento superir a 20% do pessoal ocupado tinham só cinco anos de idade.
Segundo o IBGE, a proporção de empresas de alto crescimento no País é tida como alta, se considerados os padrões internacionais. Na última pesquisa da (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), Espanha e EUA registraram, no topo da lista, taxas próximas a 6%.
De acordo com Denise Guichard, gerente de análise do Cadastro Central de Empresas do IBGE, o maior percentual de companhias de alto crescimento no Brasil pode estar relacionado à diferença de períodos das pesquisas do IBGE e da OCDE.
Segundo a gerente, os anos de 2005 e 2008 foram de grande crescimento do comércio global e também de maior dinamismo do mercado doméstico. ''A diferença temporal entre os estudos pode explicar o desempenho mais favorável das empresas brasileiras, que se beneficiaram da ampliação do crédito, do consumo interno aquecido e da expansão da demanda externa.''


