Curitiba - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) embargou 33 empresas, entre siderúrgicas e transportadoras de carvão no País. A ação faz parte da Operação Corcel Negro, realizada entre 22 e 31 de março, que tinha o objetivo de fiscalizar o transporte, a produção e o consumo de carvão. Com o embargo, as empresas ficam impedidas de funcionar até decisão judicial. Entre as causas mais comuns para a punição está a falta de autorização para funcionar.
No total foram realizados 260 autos de infração em 14 Estados, resultando em R$ 275 milhões em multas. O Paraná ficou na quarta colocação em irregularidades e só perdeu para o Pará, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. No Paraná, foram nove autos de infração contra sete empresas que foram multadas em um total de R$ 1,325 milhão. O Ibama não divulga o nome das empresas porque elas ainda têm um prazo de defesa.
O Pará foi o campeão de irregularidades, com um total de R$ 266,9 milhões em multas e 250 fornos destruídos. Outros Estados que apresentaram problemas foram Bahia, Maranhão e Piauí.
Segundo o coordenador da Operação Corcel Negro, Roberto Cabral Borges, o cerrado e a caatinga estão sendo destruídos para a produção de carvão. ''Algumas siderurgias reclamaram que tiveram que reduzir a produção em função da fiscalização. Se isto aconteceu é porque houve ilegalidade. A siderurgia nacional tem que funcionar, mas não com a destruição do cerrado e da caatinga'', destacou.
Borges explicou que o Código Florestal, de 1965, deu prazo de 20 anos para que as empresas se tornassem autossustentáveis na demanda de carvão por meio da criação de áreas de reflorestamento. Mas esse prazo, segundo ele, tem sido prorrogado de forma recorrente.
''Nossa preocupação é que as empresas comecem a investir na produção autossustentável. Se a indústria não tiver seu próprio reflorestamento haverá um colapso econômico e ambiental'', afirmou.

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